Endoscopia cirúrgica é o futuro

Endoscopia cirúrgica é o futuro

O segundo dia do simpósio “Lisbon Endoscopy – III Endoscopy Course”, integrado no Leaping Forward – Lisbon International Clinical Congress, mostrou, além de procedimentos ao vivo, entre os quais a nova técnica designada “POEM”, alguns dos caminhos futuros da endoscopia digestiva, que avança em direcção a procedimentos cada vez complexos.

Destaque para as palestras do período da tarde, onde o holandês Arjan Bredenoord, gastrenterologista, investigador e professor no Centro Médio de Amsterdão, explicou que o tratamento da acalásia (contração dos músculos do esófago que impede a chegada dos alimentos ao estômago), é complicada pela recidiva dos sintomas. Daí o desenvolvimento da técnica “POEM”, que designa a miotomia endoscópica e que foi desenvolvida para ser um tratamento altamente eficaz, com menores riscos. Desde a sua introdução em 2010, vários centros adotaram a técnica, com bons resultados.

Para finalizar o simpósio, outro holandês, Paul Fockens, professor gastrenterologia e hepatologia no Centro Médico Académico da Universidade de Amsterdão e, presentemente, presidente da European Society of Gastrointestinal Endoscopy, falou sobre o futuro da endoscopia dando uma panorâmica do que pode suceder até 2030.

Assim, considerou que a endoscopia digestiva, enquanto ‘mero’ procedimento diagnóstico, tem os seus dias contados e que esta especialidade vai avançar de forma acelerada para intervenções endoscópicas avançadas, em áreas como a oncologia ou a cirurgia-geral: “dentro de cinco anos não precisaremos de fazer colonoscopias a todos os doentes. Talvez seja possível diagnosticar através de ressonância magnética ou TAC”, disse Paul Fockens.

Relativamente à endoscopia cirúrgica, este médico afirmou que os procedimentos endoscópicos tem os mesmos resultados clínicos que os cirúrgicos, mas com a vantagem de reduzirem drasticamente o tempo de internamento e com menores custos.