Maiores especialistas do mundo em navegação robótica cardíaca reúnem no Hospital da Luz

Maiores especialistas em navegação robótica cardíaca no Hospital da Luz

O Hospital da Luz Lisboa recebe, entre 19 e 20 de outubro, o congresso anual da Sociedade de Navegação Robótica Cardíaca (Society for Cardiac Robotic Navigation - SCRN), em que estarão presentes os médicos cardiologistas com maior experiência no mundo em tratamentos de arritmias cardíacas.

É o segundo encontro anual da SCRN, organização fundada em 2015 por médicos cardiologistas europeus, e terá por tema ‘O futuro das tecnologias robóticas em cardiologia’. «A opção pelo nosso hospital para a realização deste congresso vem reconhecer a importância do Hospital da Luz Lisboa enquanto centro de excelência mundial no tratamento robótico das arritmias», salienta Pedro Adragão, médico cardiologista e coordenador do Centro do Ritmo Cardíaco do Hospital da Luz Lisboa.

O Centro do Ritmo Cardíaco do Hospital da Luz Lisboa é único em Portugal e um dos três centros com maior experiência na europa na utilização da estereotaxia para o tratamento de arritmias cardíacas complexas – nomeadamente na mais comum, a fibrilhação auricular –, tendo já realizado mais de duas mil intervenções. Desde a sua abertura, em abril de 2007, que o Hospital dispõe do aparelho de navegação magnética cardíaca Stereotaxis. Utiliza cateteres de elevada flexibilidade e baixa pressão parietal que permitem menor exposição à radiação e uma navegação mais segura do que a navegação convencional realizada manualmente. Todos os estudos feitos concluíram que a estereotaxia, para além de igualar a melhor taxa de sucesso das intervenções feitas com técnica manual, reduz grandemente o risco de complicações.

Experiência de 20 anos

No congresso, os participantes irão avaliar o que foi já conseguido nesta área e perspetivar o que é possível e necessário fazer num futuro próximo para que mais doentes sejam tratados eficazmente. «Não existe ainda cura para patologias como a fibrilhação auricular. Já conseguimos controlar as formas precoces (paroxísticas com aurículas pouco dilatadas), mas estamos longe de ter tratamentos uniformes eficazes para as formas mais avançadas. É importante desenvolver tecnologia adequada para compreender a fibrilhação auricular persistente de longa duração (ou seja, com vários anos de existência)», explica Pedro Adragão. Com a sua equipa, em 1996, o médico foi o primeiro a realizar o isolamento percutâneo das veias pulmonares para tratamento da fibrilhação auricular – procedimento que é hoje o mais usado no mundo.

Além da ablação por cateter de arritmias, a implantação de cardioversores desfibrilhadores, ressincronizadores, pacemakers (incluindo a cápsula cardíaca) e detetores de inventos são outros procedimentos que são também realizados no Centro do Ritmo Cardíaco do Hospital da Luz em Lisboa.