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Doenças alérgicas em pediatria

As doenças alérgicas são cada vez mais frequentes na idade pediátrica, tornando-se em muitos casos "companheiras para a vida"…

A sua incidência tem vindo a aumentar nas últimas décadas, particularmente nos países desenvolvidos e em vias de desenvolvimento, considerando-se já doenças dos tempos modernos. São doenças com um grande impacto social, responsáveis por custos elevados e causa frequente de absentismo escolar e laboral. Têm frequentemente um caráter heredofamiliar.

Em média, uma em cada três crianças portuguesas sofre ou sofrerá de doença alérgica, sendo que, em 80% dos casos, as primeiras manifestações ocorrem nos primeiros anos de vida e são muitas vezes subvalorizadas, subdiagnosticadas e subtratadas.

As doenças alérgicas são doenças de caráter inflamatório crónico. Quanto mais precoce for o seu diagnóstico e tratamento, melhor será o prognóstico e a qualidade de vida das crianças e familiares.

É essencial reconhecer os sintomas para diagnosticar e tratar correctamente. Se não for tratada, uma asma pode tornar-se cada vez mais grave e comprometer o desenvolvimento e crescimento da árvore respiratória, deixando sequelas para o futuro. Uma rinite não controlada pode facilitar o aparecimento de asma.

As primeiras manifestações da doença alérgica são habitualmente de origem alimentar, com a intolerância à proteína do leite de vaca a surgir em primeiro lugar, seguindo-se as intolerâncias ao ovo, peixe e frutos secos. A partir do segundo ou terceiro anos de vida, começam a ser mais prevalentes as manifestações respiratórias - asma, rinite, rinoconjuntivite -, sendo os ácaros domésticos os maiores responsáveis; os pólenes surgem mais tarde.

As doenças alérgicas previnem-se e tratam-se!