Parceria da Luz Saúde com a Universidade Católica é «um enorme motivo de orgulho para nós»

Parceria da Luz Saúde com Universidade Católica

A Luz Saúde formalizou esta sexta-feira, 24 de fevereiro, com a Universidade Católica Portuguesa (UCP), a Universidade de Maastricht e a Câmara de Cascais, a parceria para a criação do primeiro curso privado de medicina em Portugal, um projeto que Isabel Vaz, CEO da Luz Saúde, classificou como «de importância e dimensão nacional e internacional» e que, por isso, «constitui um enorme motivo de orgulho para o nosso Grupo».

Cascais acolherá o novo Campus de Cascais da Faculdade Ciências da Saúde da UCP, onde deverá funcionar o curso de medicina, junto do qual a Luz Saúde vai construir o novo hospital universitário de Cascais. «O novo Hospital da Luz Cascais funcionará em estreita articulação com as restantes unidades da rede Hospital da Luz, em particular o Hospital da Luz Lisboa e o Hospital da Luz Oeiras», esclareceu Isabel Vaz na cerimónia. 

No âmbito desta parceria, revelou ainda a CEO do Grupo, a Luz Saúde avança com um investimento de cerca de 150 milhões de euros, que inclui a construção da nova unidade de Cascais e a ampliação, já em curso, das duas unidades de Lisboa e Oeiras, permitindo criar entre 1200 e 1500 novos postos de trabalho. A abertura das novas unidades vai acontecer de forma faseada, entre 2017 e meados de 2019, disse ainda Isabel Vaz, salientando o facto de a Luz Saúde ter contado sempre, «desde o início deste processo, com o apoio do nosso acionista, a Fidelidade».

O novo Hospital da Luz Cascais, com características de hospital generalista, terá serviço de urgência, bloco operatório e 50 camas de internamento, além de um centro de imagiologia equipado com a tecnologia mais avançada. E contará com o apoio do Hospital da Luz Learning Health, o centro de formação, investigação e inovação que materializa a aposta da Luz Saúde na investigação clínica, na formação e desenvolvimento contínuo dos profissionais de saúde, na tecnologia e na inovação, afirmou Isabel Vaz na cerimónia realizada no Centro Cultural de Cascais.

Os protocolos entre os quatro parceiros foram assinados, além da CEO da Luz Saúde, pela reitora da Universidade Católica, Isabel Capeloa Gil, o dean da Faculdade de Saúde, Medicina e Ciências da Vida da Universidade de Maastricht, Albert Scherpbier, e o presidente da câmara de Cascais, Carlos Carreira. A cerimónia contou ainda com a presença do secretário de Estado da Saúde, Manuel Delgado, em representação do Governo.

Para a reitora da UCP, «este é um projeto ambicioso e arriscado», mas «ganhador e inovador, que foi sonhado durante 30 anos» pela Universidade Católica. «Avançamos agora, em segurança e com grande confiança nos nossos parceiros», salientou, revelando que o curso vai ser lecionado em inglês porque se destina a um «público-alvo global», mas que terá um número reduzido de estudantes, para assegurar a respetiva qualidade académica e científica.

Já o presidente da câmara de Cascais, Carlos Carreiras, que abriu a cerimónia, afirmou que «este dia marca uma viragem na história destas quatro instituições». «Aqui, juntamos o ensino e a investigação académica de excelência, a excelência na prestação de cuidados de saúde e um lugar excelente para viver», disse, numa referência às duas Universidades, à Luz Saúde e ao município a que preside, Cascais.

Finalmente, o secretário de Estado da Saúde, Manuel Delgado, em jeito de desafio lembrou a «elevada exigência e qualidade da formação médica em Portugal», para acrescentar: «Este consórcio agora criado está com certeza preparado para deixar uma marca, contribuindo para o ensino de qualidade que já se faz em Portugal».

«A minha presença aqui é um sinal de que apoiamos investimentos inovadores», disse, concluindo: «Aguardamos serenamente este processo, sem compromissos mas com simpatia. Todas estas instituições merecem-nos respeito. Estamos curiosos. Votos de maior sucesso».

A parceria agora formalizada dá início ao lançamento do processo académico e cientifico de candidatura do primeiro curso superior privado de medicina, a qual terá ainda de ser avaliada e aprovada pela Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior (A3S). «A homologação dos cursos, depois de entregue o processo à A3ES, em geral demora um ano. Nós não temos prazo para entregar o processo", disse a reitora da UCP aos jornalistas, no final da cerimónia.