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Cancro da pele

O cancro de pele é a neoplasia maligna mais frequente na população Europeia. Nas últimas décadas, a incidência dos vários tipos de cancro de pele aumentou de forma significativa, essencialmente devido à mudança de comportamentos em relação à exposição solar.

O cancro da pele deve-se a uma alteração das células da pele e ao seu crescimento descontrolado. A doença pode ocorrer nas zonas do corpo mais expostas - cabeça, cara, braços, pernas - mas também em outros locais do corpo, incluindo as mucosas (bucal, nasal, genital), o que está relacionado com o tipo de cancro da pele.

Os tipos mais frequentes de cancro de pele são o carcinoma basocelular e o carcinoma espinocelular, representando, em conjunto, cerca de 90% de todas as neoplasias cutâneas.

O melanoma, apesar de menos comum, é o mais grave. Representa cerca de 10% de todos os casos de cancro da pele é responsável por mais de dois terços das mortes por cancro de pele, essencialmente quando diagnosticado tardiamente. Nos últimos 20 anos, a sua incidência aumentou substancialmente, estimando-se que em Portugal ocorram cerca de 1000 novos casos, por ano. A mortalidade global, por melanoma, aos 5 anos, ronda os 15%. O melanoma é mais raro em crianças e adolescentes, mas a sua incidência na população com menos de 20 anos tem aumentado, tal como na população em geral. 

O melanoma pode parecer um sinal comum da pele. No entanto, pode ter características que o diferenciam desses sinais:

  • Podem ser assimétricos, ou seja, uma metade ser diferente da outra
  • Podem ter um bordo irregular
  • A sua cor pode ser heterogénea
  • Podem ter mais de 0,5 cm de diâmetro
  • O seu tamanho, cor e forma podem alterar-se

Há diversos fatores de risco para o desenvolvimento de cancro da pele. A exposição solar repetida e/ou as queimaduras solares da pele estão entre os mais importantes. Estas queimaduras devem-se à radiação ultravioleta. Outros fatores de risco são, por exemplo, história familar de cancro da pele, especialmente em mais do que um familiar direto, a pele clara, a presença de sinais (nevos) comuns em quantidade ou de sinais atípicos. 

A proteção da exposição à radiação ultravioleta - tanto de origem solar, como de lâmpadas UV ou solários - é uma importante medida de prevenção do desenvolvimento de cancro da pele, tanto para evitar queimaduras solares como problemas devidos a exposição repetida.  

Para proteção da exposição à radiação ultravioleta:

  • Não frequente solários
  • Evite a exposição solar, especialmente entre as 10h00 e as 16h00 nas estações quentes
  • Aplique um protetor solar nas áreas da pele expostas e repita a aplicação regularmente. 
  • Use um chapéu de abas largas, blusas de mangas compridas e calças compridas 

Estas medidas são especialmente importantes nas crianças e nas pessoas de pele clara, por serem mais sensíveis.

É muito importante não esquecer que as queimaduras solares da pele não são imediatamente aparentes, desenvolvem-se algumas horas após a exposição. Habitualmente a pele fica vermelha, quente e dolorosa ao toque. No casos mais graves podem formar-se bolhas e inchaço, entre outros sinais e sintomas. 

O auto-exame e a observação médica de rotina constituem boas oportunidades de rastreio e de diagnóstico precoce.

Na sua maioria, os cancros de pele são curáveis, desde que diagnosticados precocemente.

O tratamento cirúrgico do carcinoma basocelular e e do carcinoma espinocelular é geralmente curativo. Em casos mais avançados, o carcinoma espinocelular pode desenvolver metástases, necessitando de tratamento médico oncológico. Também o melanoma, se tratado cirurgicamente numa fase muito precoce, é habitualmente curável. Em casos avançados, com metástases, o prognóstico pode ser mais reservado. No entanto, atualmente existem varias novas terapêuticas médicas oncológicas que têm demonstrado resultados muitos promissores no tratamento de melanomas em estado avançado.

 

Examine regularmente a sua pele. Caso tenha alguma dúvida ou suspeita, consulte um dermatologista.