Crises epilépticas sintomáticas agudas - artigo científico de revisão

Crises epilépticas sintomáticas agudas - artigo científico de revisão

Dr. Pedro Beleza, Neurologista na Clipóvoa desde Setembro 2010, publicou este mês um artigo científico na revista The Neurologist, conceituada na área da Neurologia a nível internacional, e que está indexada à principal base de dados mundial de revistas médicas, a Medline. 
Na edição de Maio 2012 pode ter acesso ao seu artigo científico de revisão sobrecrises epilépticas sintomáticas agudas (Acute symptomatic seizures).

É sem dúvida um motivo de dignificação para o Grupo Espírito Santo Saúde, que conta na sua equipa com médicos de excelência.

Resumo do artigo: 

"As crises sintomáticas agudas são crises epilépticas associadas temporalmente a factores precipitantes de causa neurológica ou sistémica. Na prática clínica, esta definição é por vezes difícil, dada a subjectividade em reconhecer a severidade do factor precipitante necessário para desencadear crises epilépticas ou em determinar a existência de uma relação temporal. Ocorrem, relacionadas com um factor precipitante isolado de elevada magnitude, ou de intensidade relativamente baixa se estes forem múltiplos ou acontecerem em doentes com predisposição latente para crises epilépticas. As crises sintomáticas agudas representam cerca de 40% das crises epilépticas inaugurais e são, por vezes, a forma de apresentação e motivo de complicação de doenças neurológicas. São mais frequentes no sexo masculino e em extremos etários (lactentes e idosos), tal como a epilepsia.
As principais causas ao longo da vida têm a mesma distribuição da patologia do SNC por grupos etários: 1) lactentes - encefalites, descompensações metabólicas e encefalopatias; 2) crianças - encefalites e TCE; 3) adultos - TCE, suspensão de fármacos ou álcool, doença cerebrovascular, tumores cerebrais e eclâmpsia; 4) idosos - doença cerebrovascular.
Abordar-se-á o risco de ocorrência, a fisiopatologia e o manuseamento das crises sintomáticas agudas associadas a doenças cerebrovasculares, encefalites infecciosas e autoimunes, TCE, tumores cerebrais e doenças com envolvimento sistémico (encefalopatia pós-anóxica, eclâmpsia, leucoencefalopatia posterior reversível, tumores, fármacos/drogas/tóxicos, descompensações metabólicas e falências de orgão).
O risco de epilepsia está aumentado no subgrupo de doentes que têm crises relacionadas com doenças neurológicas agudas. Ocorre, habitualmente, um período silencioso até ao inicio da epilepsia porém em indivíduos susceptíveis esse período poderá não existir. A taxa de mortalidade depende da doença de base mas é globalmente elevada, pois as crises situacionais reflectem a severidade dessa mesma doença".