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Vigilância ginecológica

Vigilância ginecológica

Durante a idade fértil, a visita anual ao ginecologista é uma oportunidade para aconselhamento, avaliação e realização de diversos rastreios.

A visita anual ao ginecologista é uma excelente oportunidade para aconselhamento, avaliação e realização de determinados tipos de rastreio que permitem não só uma melhoria da qualidade de vida, como também evitar muitas situações delicadas de doença no futuro, pois cada vez mais avançamos em direção a uma medicina preventiva na área da ginecologia e obstetrícia. Assim, e de acordo com as recomendações do American College of Obstetrics and Gynecology, a primeira consulta de ginecologia deve ocorrer entre os 13 e os 15 anos de idade.

A informação sobre métodos contracetivos e comportamentos de risco é muito importante nesta consulta que deve ser realizada, de preferência, antes do início da vida sexual. A utilização de métodos contracetivos de barreira, como o preservativo, deve ser incentivada uma vez que previne as doenças sexualmente transmissíveis como o HIV, a hepatite B, a sífilis, a gonorreia, o HPV (papiloma vírus humano) e outras como a infeção por Chlamydia, que poderão originar doença inflamatória pélvica, a qual, por sua vez, poderá provocar infertilidade no futuro.
Atualmente, está já à disposição a vacina para o HPV que pode ser administrada a partir dos nove anos de idade.
Esta vacina previne a infeção pelos serotipos mais agressivos do vírus que se transmite por via sexual e está implicado no desenvolvimento de alterações celulares que levam ao cancro do colo do útero.

Após o início da vida sexual ativa, recomenda-se a realização de uma citologia cervical (teste de Papanicolau) uma vez por ano e, posteriormente, de dois em dois anos, após três citologias negativas consecutivas. Lembramos que a citologia consiste na avaliação microscópica de células colhidas no colo do útero para pesquisa de alterações pré-malignas.

Por outro lado, quando decide engravidar, a mulher deve idealmente marcar uma consulta pré-concecional onde poderão ser esclarecidas todas as dúvidas relativas ao que envolve uma gravidez e o parto. Antes de engravidar, a mulher poderá iniciar a toma de um suplemento de ácido fólico (que diminui a incidência de patologia do tubo neural no feto). Se o desejar e caso não esteja imunizada relativamente à rubéola poderá vacinar-se, devendo respeitar um período de três meses entre a administração da vacina e a gravidez. No caso de patologias preexistentes, nomeadamente a diabetes, a hipertensão arterial, a insuficiência renal ou outras, deverão ser ajustadas as medicações de forma a obter o melhor controlo possível determinando, assim, o melhor timing para a gravidez. Salienta-se ainda que após os 40 anos de idade recomenda-se a realização de mamografia com intervalos de um a dois anos para rastreio de cancro da mama.

Texto:

Manuela Costa

Ginecologia-Obstetrícia, Hospital da Luz

 

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