Voltar

Bypass coronário robótico

O bypass coronário pode ser realizado por cirurgia aberta - que usa uma incisão ao longo da linha média com cerca de 15 cm e que inclui o esterno (esternotomia) -, ou com apoio por cirurgia robótica - que usa três pequenas incisões para os instrumentos acoplados aos braços robóticos do sistema chegarem ao coração e uma incisão transversal, entre duas costelas, com 7 a 10 cm (minitoracotomia).

Existem vários tipos de abordagem na cirurgia de revascularização coronária com apoio de robótica, dependendo da experiência e da escola cirúrgica da equipa.

A técnica Robotic Assisted Minimally Invasive Coronary Artery Bypass (MIDCAB) usa apoio de robótica em diversas fases para minimizar a agressão e o trauma cirúrgico.

Assim, com esta técnica, o robot é utilizado na preparacão da artéria mamaria interna esquerda, na pericardiectomia, na pesquisa e na preparação do vaso onde será feita anastomose (bypass), implicando três pequenas incisões, com cerca de 1cm, para acesso dos braços robóticos à cavidade torácica esquerda. O bypass é feito sob vizualização direta do coração, através de uma minitoracotomia esquerda, com 7 a 10 cm, e com o coração a bater. Deste modo, evita-se não só a esternotomia, como também o recurso a circulação extracorporal.

Globalmente, são candidatos elegíveis para esta técnica:

  • Doentes com doença exclusiva da artéria descendente anterior 
  • Doentes com doença de dois ou mais vasos mas em que se considere que a abordagem minimamente invasiva é uma mais-valia pela minimização do risco
  • Doentes com doença de dois ou mais vasos, passíveis de terapeutica híbrida, ou seja, abordagem cirúrgica para revascularização coronária da artéria descendente anterior, complementada por abordagem da cardiologia de intervenção para tratar as lesões dos vasos restantes com a colocação de stents

Vantagens do bypass coronário com apoio robótico

A principal vantagem do bypass coronário com apoio robótico é evitar a esternotomia. Apesar desta ser uma abordagem excelente, permitindo um acesso fácil a qualquer área do coração, no pós-operatório imediato é sempre dolorosa e, principalmente, é incapacitante para muitas atividades diárias durante um período de tempo prolongado.

Por exemplo, os doentes que realizam uma esternotomia só podem voltar a conduzir, em média, quatro a seis semanas depois da intervenção.

Por outro lado, em muitos casos, alguns sintomas associados à esternotomia, como dores torácicas, osteoarticulares e musculares, só desaparecem passados dois a três meses.

Assim, comparativamente à cirurgia aberta, o bypass coronário com apoio robótico caracteriza-se por:

  • Evitar a esternotomia
  • Incisão mais pequena, o que, tal como em todos os procedimentos cirúrgicos está associado a menos problemas relacionados com a ferida operatória, nomeadamente deiscência ou infeção
  • Menos dor a médio e longo prazo
  • Menores necessidades transfusionais
  • Menor risco de infeção local ou generalizada
  • Menor período de internamento
  • Retorno mais rápido às atividades diárias
  • Cicatrizes operatórias menos visíveis

 

Conheça os cirurgiões cardíacos desta unidade da rede Hospital da Luz