Voltar

Balão intragástrico

O balão intragástrico é um método de tratamento endoscópico da obesidade que pode ser aconselhado nos casos seguintes:

  • Doentes com indicação cirúrgica para tratamento da obesidade mas que não pretendem, por qualquer razão, ser submetidos a uma intervenção desse tipo.
  • Doentes super-obesos, que têm indicação cirúrgica para tratamento da obesidade, mas em que os riscos associados a essa intervenção são elevados. A colocação do balão intragástrico tem como objetivo conseguir alguma perda de peso pré-operatória, o que permite diminuir aqueles riscos; a intervenção cirúrgica para tratamento da obesidade será realizada numa fase posterior.
  • Doentes que pelo seu grau de obesidade não têm indicação cirúrgica, mas que seguem um programa alimentar para perder peso e pretendem acelerar esse efeito, continuando simultaneamente a cumprir as regras alimentares impostas.

O balão intragástrico é um dispositivo esférico oco, de superfície exterior lisa e resistente à acidez gástrica, que depois de colocado no estômago e cheio com soro fisiológico atinge um volume de 400 a 700 mL. Desta forma, pelo espaço que ocupa, o balão diminui o volume gástrico disponível para os alimentos, o que tem um efeito de limitação da capacidade de ingestão.

O balão intragástrico é colocado no estômago por via endoscópica, através da boca, intervenção relativamente rápida e realizada sob sedação profunda, mas que não requer qualquer internamento. No final do período de tratamento e depois de vazio, o balão é retirado pela mesma via. O tempo máximo de permanência de um balão no estômago é de seis a sete meses, o que, em parte, é determinado pelo enfraquecimento da sua parede e pela possibilidade de formação de aderências, problemas associados a um risco acrescido de obstrução. Outros efeitos secundários e complicações mais comuns descritos para o balão intragástrico incluem náuseas, vómitos e desidratação.

O balão intragástrico permite uma perda de peso apreciável. No entanto, este efeito depende do cumprimento de regras alimentares rigorosas, já que o estômago tem uma capacidade de dilatação apreciável, adaptando-se assim à ingestão de quantidades crescentes de alimentos. Pela mesma razão, o sucesso a longo prazo deste tratamento é relativamente limitado se não continuarem a ser seguidas regras alimentares rigorosas depois do balão intragástrico ser retirado.