Voltar

PET-CT com 18F-Fluorocolina

A tomografia por emissão de positrões com tomografia computorizada (PET-CT) é uma técnica de diagnóstico de medicina nuclear que se traduz em imagens funcionais com referências anatómicas. Distingue-se dos outros métodos de diagnóstico de medicina nuclear pela utilização de radiofármacos emissores de positrões, que marcam moléculas presentes em processos fisiológicos. Desta forma, torna-se possível conhecer a sua distribuição no organismo e dispor de uma referência anatómica precisa.

A colina marcada com Flúor-18 é um radiofármaco indicado para a realização de exames de PET-CT na área da urologia especialmente, no cancro de próstata.

Este radiofármaco, com uma emissão de fotões de 511KeV, é muito adequado para o estadiamento e reestadiamento dos doentes com carcinoma da próstata e substitui com grande vantagem outros exames, como a PET-CT com FDG, que tem uma sensibilidade muito baixa nestes tumores.

O tumor da próstata é um dos de maior prevalência no sexo masculino. As indicações da PET-CT com 18F-Colina no âmbito do tumor da próstata incluem:

  • Estadiamento inicial em casos de tumor da próstata
  • Reestadiamento e deteção de recidivas
  • Monitorização e avaliação de resposta à terapêutica

No âmbito do cancro da próstata, a PET-CT utilizando 18F-FDG pode ser usada no caso de suspeita com níveis de PSA superiores a 5 ng/mL, bem como na suspeita de recidiva. A colina marcada com Flúor-18 pode ser usada em doentes com níveis de PSA inferiores a 5ng/mL em estadios iniciais (mesmo com valores de PSA inferiores a 1 ng/mL).

Não há contraindicação conhecida para a utilização da 18F-Colina nos exames de PET-CT e as precauções são as documentadas para os emissores de positrões, o Fluor-18. A dose para o adulto de 70 kg é de 280 MBq.

Em Portugal, pela inexistência de ciclotrão, os doentes com necessidade de avaliação no contexto do tumor da próstata em estadios iniciais dirigem-se a centros europeus ou americanos para fazer o exame com Colina marcada com Carbono-11. A possibilidade de marcar a Colina com o Flúor-18, que tem uma semivida de duas horas, permite obter este radiofármaco de um ciclotrão localizado em Madrid. Passa assim a ser possível estudar este grupo de doentes em Portugal.