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Radiologia de Intervenção

A radiologia de intervenção é uma área da radiologia, dedicada ao diagnóstico e terapêutica minimamente invasivos. Nas últimas décadas tem-se consolidado como uma alternativa a diversos procedimentos cirúrgicos.

Os radiologistas de intervenção são médicos com a especialidade de radiologia que utilizam os vários métodos de imagem médica, nomeadamente raios-X, ecografia, tomografia computorizada (TC) e ressonância magnética (RM), para manobrar pequenos instrumentos, como agulhas, fios-guia e cateteres, com poucos milímetros de diâmetro, através da pele, de vasos sanguíneos ou de órgãos luminais até ao local específico de uma determinada doença. Assim, conseguem visualizar e manipular estruturas do organismo sem necessidade de o abrir, ao contrário da cirurgia convencional.

Na grande maioria dos casos, os procedimentos de radiologia de intervenção são realizados através de incisões milimétricas, sem necessidade de anestesia geral, em ambulatório ou com internamento curto. Os seus riscos, dor e período necessário para retorno às atividades diárias são reduzidos comparativamente à cirurgia convencional.

Os sistemas orgânicos que podem ser tratados pelas técnicas de radiologia de intervenção incluem o fígado, o pâncreas, o estômago, o intestino, os pulmões, os ossos, os músculos, a coluna vertebral, o útero, a próstata, os rins, as artérias, as veias e os acessos para hemodiálise, entre outros.

Doenças tão variadas como o cancro, os miomas uterinos, a hiperplasia benigna prostática, os hemangiomas e as malformações vasculares, as fístulas de hemodiálise disfuncionais, o varicocelo masculino e feminino, os quistos, a doença arterial periférica, as varizes dos membros inferiores, a trombose venosa profunda e as fraturas vertebrais osteoporóticas, entre outras, podem hoje ter indicação para tratamento através de técnicas de radiologia de intervenção.