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Convulsões no recém-nascido

As convulsões podem ser a primeira manifestação de disfunção neurológica no recém-nascido. Nesta idade as convulsões podem ter uma expressão muito diversa: olhar parado ou desvio ocular não alterável pela estimulação, apneia, tremor grosseiro das extremidades que não para com a contenção, pestanejo repetitivo, movimentos de mastigação persistentes e repetitivos, movimentos convulsivos tónico/clónicos.

As convulsões podem ter diversas causas e destas depende o prognóstico. A encefalopatia hipóxico isquémica continua a ser a causa mais frequente das convulsões no recém-nascido; entre outras incluem-se a sepsis neonatal, hemorragia intra-craniana (hemorragia dentro e em redor dos ventrículos cerebrais) e enfarte cerebral (lesão ou amolecimento da substancia branca, a parte do cérebro que transmite informação entre as células nervosas e a medula).

É fundamental a investigação diagnóstica para determinar a causa das convulsões. Para além da história (materna e obstétrica) e do exame físico é importante excluir alterações metabólicas e infeciosas. No recém-nascido com convulsões é realizado o exame neurológico, ecografia transfontanelar e geralmente um eletroencefalograma, além dos exames analíticos.