Lombalgia Crónica

Sempre que as lombalgias se mantêm durante mais de 12 semanas, ou surgem com crises recorrentes, podem ser consideradas lombalgias crónicas. 

Em muitos casos, não se consegue definir uma causa direta, um traumatismo ou um esforço exagerado, mas a coluna alerta para a existência de algo que deve deve ser corrigido.

  • Fatores de risco

    Habitualmente, nas lombalgias crónicas ocorre um efeito cumulativo de vários fatores de risco:

    • Individuais: idade, passado profissional, obesidade, tabagismo;
    • Genéticos: podem estar na origem de maior fragilidade dos tecidos; 
    • Físicos: atividade profissional, postura, mecânica corporal, exercício físico;
    • Psicossociais: stress, depressão, somatização, satisfação laboral.

  • Diagnóstico e Tratamento

    O tratamento das lombalgias crónicas é mais complicado e pode necessitar de cuidados prolongados, que incluem medidas preventivas, reabilitação muscular e terapêuticas médicas ou cirúrgicas.

    No caso de lombalgias agudas persistentes ou em situações de agudização de lombalgias crónicas poderá estar indicada a realização de fisioterapia. Nestas situações poderão estar indicados tratamentos de tração pélvica, massagem, tratamento com gelo ou calor, ultrassons, estimulação muscular elétrica e exercícios de estiramento muscular.

    Alguns casos de lombalgias crónicas podem tornar-se muito incapacitantes e persistir apesar de todo o tratamento médico e de reabilitação. O estudo destes casos deverá começar pela realização de exames de diagnóstico para tentar perceber qual a causa e qual a estrutura responsável pela persistência das queixas.

    Excluídas as patologias infecciosas, tumorais ou traumáticas, habitualmente os exames complementares vão diagnosticar processos degenerativos a nível dos discos intervertebrais e das articulações entre as vértebras. Perante estas alterações é necessário tentar perceber qual é a estrutura dolorosa e, para isso, devem ser feitos testes de injeção e infiltração percutânea a nível do disco (discografia) ou a nível das articulações.

    A discografia é essencialmente diagnóstica, permitindo perceber se determinado disco intervertebral é doloroso e qual o seu grau de degenerescência.

    As injeções intra-articulares, os bloqueios da enervação facetária ou as lesões por radiofrequência da enervação facetária, podem diagnosticar o local predominantemente doloroso e aliviar por um período mais ou menos prolongado as queixas álgicas.

    Em último caso, se com estas formas menos invasivas não for possível melhorar a qualidade de vida dos doentes, poder-se-á optar por uma solução cirúrgica.

    As soluções cirúrgicas para estas situações passam por duas alternativas essencialmente: a colocação de uma prótese discal ou a fusão intervertebral.