Cancro da Mama

 

O cancro da mama tem origem na glândula mamária e é o tumor maligno mais frequente na mulher.

A glândula mamária é formada por sacos (lóbulos), onde o leite é produzido, e por canais (ductos) que o transportam até ao mamilo. Quando as células dos ductos ou dos lóbulos mamários sofrem transformação em células malignas surge um carcinoma ductal ou um carcinoma lobular, respetivamente, os dois tipos mais frequentes de cancro da mama.

O cancro da mama aparece habitualmente depois da menopausa, mas pode ocorrer em idades mais jovens, embora seja menos frequente. Raras vezes, em famílias com um número elevado de casos de cancro da mama (ou do ovário) a doença pode mesmo afetar mulheres bastante jovens (com menos de 30 anos).

  • Fatores de Risco

    Chamam-se fatores de risco as características que aumentam a probabilidade de vir a desenvolver uma determinada doença. São vários os fatores de risco para o aparecimento de cancro da mama, embora nem todos tenham a mesma importância: idade avançada, idade precoce na primeira menstruação, primeira gravidez tardia ou nunca ter estado grávida, história de cancro da mama em vários membros da família, uso de terapêutica de substituição hormonal após a menopausa, excesso de peso, pouca atividade física e consumo de álcool.

  • Diagnóstico

    O cancro da mama deve ser suspeitado se se detetar um nódulo na mama ou na axila. Além disso, uma modificação do tamanho da mama, do aspeto da pele da mama ou do mamilo, ou um corrimento mamilar, sobretudo se com sangue, podem também levantar a suspeita de cancro da mama.

    Outras vezes, a suspeita de cancro da mama ocorre, na ausência destas alterações, na sequência de uma mamografia e/ou ecografia mamária de rotina, que mostram alterações sugestivas da doença. Idealmente, todos aos cancros da mama deveriam ser detetados por estes exames de rotina, antes de serem palpáveis, porque nesse caso têm uma probabilidade de cura mais elevada. Por isso, há recomendações internacionais para a realização de mamografia de rotina anual ou de dois em dois anos, com início aos 50 anos (ou mais cedo em determinadas circunstâncias).

    Em caso de suspeita de cancro da mama, está indicada a realização de uma biópsia para confirmação ou exclusão do diagnóstico. A biópsia mamária consiste na colheita de uma pequena amostra da glândula mamária na zona suspeita (e por vezes também de um gânglio da axila), após administração de anestesia local. É um procedimento rápido e que não geral um desconforto significativo, realizado por um médico radiologista, anatomopatologista ou cirurgião. Se forem identificadas células malignas na análise da amostra obtida na biópsoa, será feito o diagnóstico de cancro da mama.

    Pode também ser necessário realizar exames adicionais da mama (p. ex. ressonância magnética) ou de outras partes do corpo (p. ex. ecografia, radiografia, cintigrafia óssea ou TAC).

  • Tratamento

    O tratamento do cancro da mama pode envolver várias modalidades terapêuticas: cirurgia, radioterapia e tratamento médico (quimioterapia e hormonoterapia, entre outras). A decisão acerca do tipo de tratamento a efetuar, ou da sua sequência, pode depender dos resultados dos exames efetuados.

    A maioria dos cancros da mama possui recetores hormonais (de estrogéneos e/ou progesterona), podendo nestes casos beneficiar do tratamento com medicamentos que bloqueiam estes recetores (hormonoterapia). Pelo contrário, a quimioterapia pode atingir todos os tipos de cancro da mama, com ou sem recetores hormonais.

    Atualmente, com um diagnóstico precoce e tratamento indicado, o cancro da mama é curável na maioria das doentes.