Como prevenir o cancro colorretal

Embora os pólipos e cancros coloretais possam não produzir sintomas nos seus estadios iniciais, existem métodos de rastreio simples capazes de os detetar numa fase precoce. O diagnóstico e a remoção de pólipos coloretais através de retossigmoidoscopia ou colonoscopia reduz significativamente o risco de transformação maligna. Por outro lado, o tratamento do cancro coloretal tem uma probabilidade de sucesso mais elevada quando a doença é detetada precocemente.

A dieta é um dos fatores a ter em conta na prevenção da doença, embora o seu peso relativo não seja claro. Uma dieta rica em fibras e pobre em gorduras poderá reduzir o risco de cancro coloretal, bem assim como o risco de doença cardíaca, doença diverticular do cólon, obstipação, hemorroidas, entre outras.

Idealmente, as pessoas que não tenham nenhum dos fatores de risco mencionados anteriormente devem realizar a partir dos 40 anos e durante os 10 anos seguintes um toque retal e uma pesquisa de sangue oculto nas fezes. Aos 50 anos deverá ser efetuada uma retossigmoidoscopia flexível, a repetir de cinco em cinco anos sempre que os resultados forem normais. Alternativamente, as pessoas sem fatores de risco pode ser rastreadas através de um clister opaco realizado a cada cinco a 10 anos ou de uma colonoscopia a cada 10 anos.

Nos casos em que estejam presentes fatores de risco, nomeadamente antecedentes familiares de pólipos ou cancro coloretal, considera-se, em regra, que é necessário iniciar o rastreio numa idade mais jovem. Nestes casos aconselha-se, em geral, o rastreio através de métodos que permitam a visualização do cólon e do reto em toda a sua extensão. A colonoscopia é o método ideal; o clister opaco combinado com a retossigmoidoscopia flexível pode ser suficiente nalguns casos. Em qualquer caso, o teste de rastreio a realizar, a ocasião e periodicidade para o fazer, bem como os benefícios e riscos que lhe estão associados, devem ser discutidos com o médico assistente.