O que é e qual é a importância do estadiamento

O estadiamento é a inclusão de um cancro numa de várias fases de evolução (estadios) previamente definidas. O seu objetivo é predizer a probabilidade de cura depois da remoção do cancro e contribuir para a definição da necessidade de tratamentos adicionais.

Dado que, ao contrário de outros tumores, o tamanho de um cancro coloretal tem pouca influência nas possibilidades de cura, a definição das fases de evolução baseia-se:

  • Na progressão do tumor através da parede do intestino (está confinado à parede? já ultrapassou a parede?...);
  • Na disseminação do tumor para os gânglios linfáticos regionais;
  • Na disseminação do tumor para outros órgãos ou tecidos mais distantes.

Tendo em consideração estes aspetos os tumores são classificados como de estadio I, II, III ou IV.

Habitualmente as recidivas de um cancro coloretal ocorrem nos primeiros dois anos após a cirurgia e quase todos os que recidivam (95%), fazem-no até aos cinco anos. A maior probabilidade de cura, ou o melhor prognóstico, está associado aos cancros em estadio I, em que mais de 90% dos doentes sobrevivem mais de cinco anos após a cirurgia.

Para o estadiamento podem ser necessários vários exames, incluindo testes sanguíneos para pesquisa de compostos específicos, colonoscopia, ecografia endoretal, radiografia torácica, tomografia computorizada, tomografia de emissão de positrões (PET e PET-CT) entre outros.

A aparência microscópica das células tumorais também é importante na determinação do tratamento. Esta aparência, designada “diferenciação” permite classificar genericamente os tumores em bem, moderadamente ou mal diferenciados. Os doentes com tumores bem diferenciados têm melhor prognóstico do que aqueles que têm tumores mal diferenciados.

Assim, o estadiamento e a diferenciação ajudam o médico a decidir se é ou não recomendável, como complemento da cirurgia, a radioterapia e/ou a quimioterapia