Diagnóstico Pré-Natal

Na Unidade de Diagnóstico Pré-Natal da Maternidade do Hospital da Luz Lisboa é possível realizar os seguintes exames:

  • Ecografia obstétrica precoce

    A ecografia obstétrica precoce é realizada antes das 11 semanas de gravidez.

    Tem como objetivos excluir uma gravidez extrauterina, confirmar a gravidez e a idade gestacional, verificar o número de fetos presentes, a sua viabilidade e a frequência cardíaca.

    Normalmente esta ecografia é realizada por via abdominal embora, nalguns casos em que seja mais precoce, possa ser necessário realizá-la por via vaginal.

  • Ecografia de rastreio de anomalias fetais – 1º trimestre

    A ecografia de rastreio de anomalias fetais é realizada no final do 1º trimestre de gravidez, entre as 11 e as 14 semanas.

    Tem como objetivos principais determinar a idade gestacional e fazer o rastreio de anomalias fetais e é realizada por via abdominal.

    A idade gestacional pode ser determinada a partir de diversas medidas, o diâmetro bi-parietal, o perímetro da cabeça ou o comprimento do fémur. Para o rastreio de anomalias fetais é avaliada a translucência da nuca e os ossos nasais, cujos desvios dos valores normais podem estar associados a um risco acrescido de alterações cromossómicas, cardiopatias e algumas doenças genéticas.

    A ecografia do 1º trimestre permite estimar a ausência alterações cromossómicas com um grau de certeza de cerca de 70%. Quando associada à idade materna e à realização de um rastreio bioquímico do 1º trimestre (ver adiante) o grau de certeza aumenta para valores superiores a 90% (rastreio combinado do 1º trimestre).

  • Ecografia morfológica fetal

    A ecografia morfológica fetal é realizada entre as 18 e as 24 semanas de gravidez.

    Nesta altura o feto já tem uma dimensão que permite avaliar com rigor a sua anatomia, pelo que esta ecografia tem como objetivo principal detetar malformações congénitas. Nesta ecografia é também confirmada a idade gestacional, o crescimento adequado do feto, a posição correta da placenta e a viabilidade de gestações múltiplas. Nalguns casos é possível conhecer o sexo do bebé.

  • Ecografia de avaliação do crescimento e bem-estar fetal

    A ecografia de avaliação do crescimento e bem-estar fetal é realizada entre as 28 e as 32 semanas de gravidez.

    Tem como objetivos principais detetar malformações fetais de aparecimento tardio, avaliar a normalidade do crescimento e bem-estar do feto e estimar o seu peso a partir de diversas medidas.

  • Ecografia obstétrica 3D-4D

    As ecografias obstétricas 3D e 4D permitem observar o bebé a três dimensões (3D) e em tempo real (4D).

    Podem ser realizadas em qualquer fase da gravidez embora sejam mais comuns a partir das 26 semanas, pelo realismo das imagens que é possível observar.

    As ecografias 3D e 4D são consideradas complementares das anteriores.

  • Ecografia obstétrica com fluxometria

    A ecografia obstétrica com fluxometria permite avaliar o fluxo sanguíneo no cordão umbilical, no feto e na placenta.

    Não é um exame de rotina durante a gravidez, podendo sim ser realizado em algumas situações de gravidez de risco quando há preocupação sobre o bem-estar fetal.

  • Ecocardiograma fetal

    Um ecocardiograma é um exame complementar de diagnóstico que se baseia na utilização de ultrassons para obter imagens em movimento do coração e dos vasos sanguíneos que lhe estão próximos. Tem como objetivo avaliar alterações cardíacas morfológicas e funcionais.

    O ecocardiograma fetal é realizado através do abdómen da mãe. É realizado por um cardiologista pediátrico, quando há suspeita de doença cardíaca do feto, sendo programado normalmente a partir das 23 semanas de gravidez.

  • Amniocentese

    A amniocentese é uma colheita de líquido amniótico, por introdução de uma agulha através da parede abdominal materna, sob controlo ecográfico. A análise deste líquido permitirá diagnosticar alterações cromossómicas do feto.

    A amniocentese é realizada normalmente a partir das 15 semanas de gestação, permite determinar com um rigor de 100% algumas anomalias cromossómicas fetais e está associada a um risco de aborto de 1%.