Imagiologia: Como deixar de ser invisível

Imagiologia: Como deixar de ser invisível

No simpósio «Imaging 'lights' the way: the future of medicine», realizado no Auditório 1 do Hospital da Luz, no âmbito do congresso médico internacional Leaping Forward, o médico norte-americano Paul Chang explicou como revolucionou a organizaçao do Hospital da Universidade de Chicago a partir do serviço de Radiologia.

 

A imagiologia deve ser o futuro da Medicina. Foi com este desejo que Hugo Marques, radiologista do Hospital da Luz e um dos diretores do simpósio «Imaging ‘lights’ the way: the future of medicine», abriu os trabalhos no no Auditório 1 do Hospital da Luz. «Somos hoje os homens invisíveis do sistema. Será que ainda nos vêem como médicos?», perguntou à plateia, respondendo logo de seguida: «A verdade é que somos os que mais inovação criaram nos últimos 25 anos, na Medicina. Somos os médicos IT. Somos importantes para os sistemas de saúde. Por isso, temos de estar mais presentes e fazer com que todos, médicos e doentes, percebam o que quer dizer o nosso trabalho».

O debate, realizado no âmbito do congresso médico internacional Leaping Forward, organizado pela Espírito Santo Saúde, foi dominado, durante a manhã, pelas ideias, propostas e experiências de Paul Chang, o radiologista de Chicago que revolucionou a organização do seu hospital a partir do Departamento de Radiologia da University of Chicago Hospitals, que dirige desde há uns anos.

Chang defendeu que os imagiologistas «têm de voltar a ser os médicos dos médicos. Temos de voltar a ser revelantes, aprender a comunicar com o sistema, acrescentar mais valor à nossa atividdade», disse, acrescentando: «Não nos pode bastar sermos bons a interpretar imagens. Temos de gerir melhor uma imagiologia que esteja alinhada no sistema. E, neste sistema alinhado, temos de ser insubstituíveis».

O médico norte-americano apresentou o seu modelo de organização do Hospital da Universidade de Chicago, assente, como diz, num princípio de comunicação e colaboração, onde as novas tecnologias informáticas têm um papel fundamental, facilitando a troca de informações e a rapidez nas decisões dos profissionais de saúde. «E tudo o que estamos a fazer e a aprender nesta matéria, teve como exemplo a forma como os nossos filhos usam e se relacionam com os novos meios de comunicação da internet».

Depois das duas apresentações feitas por Paul Chang, foi a vez da radiologista holandesa Lale Umutlu falar da PET/MR e das possibilidades em termos de diagnóstico e tratamento que esta combinação tecnológica permite. O francês Afshin Gangi falou a seguir dos benefícios da intervenção minimamente invasiva radiológica na oncologia.

A sessão da tarde deste simpósio foi preenchida com a intervenção do médico norte-americano Harvey Hetch sobre a utilização da TAC na avaliação do risco cardiovascular.