Robótica para tratar arritmia cardíaca

Robótica para tratar arritmia cardíaca

Para o professor Pedro Adragão, cardiologista e coordenador do Centro do Ritmo Cardíaco do Hospital da Luz, e diretor do simpósio “Robotics, the new frontier to treat arrhythmia”, a ablação robótica da fibrilhação auricular (FA) traz grandes vantagens como menor exposição aos raios-x, mais rapidez de execução, menos complicações e maior taxa de sucesso, além da evidente automatização do procedimento.

Com efeito, a ablação da FA por navegação magnética oferece menos riscos, tal como demonstram os resultados clínicos do Centro do Ritmo Cardíaco do Hospital, com cerca de 1.300 casos de ablação robótica por navegação magnética, dos quais cerca de 800 de ablação robótica de FA.

Eduardo Saad, diretor do Centro de Fibrilhação Auricular do Hospital Pró-Cardíaco, do Rio de Janeiro falou da importância das técnicas de imagem na ablação da FA, referindo que a imagem é fundamental, mas que são necessários recursos distintos dados os riscos que a exposição ao raio-x representa para os doentes e os profissionais.

Sabine Ernst, investigadora principal de electrofisiologia e consultora de Cardiologia no Royal Brompton and Harefield Hospital, de Londres, abordou a temática da ablação robótica em doentes com cardiopatia congénita, incluindo as arritmias que podem ser provocadas por cirurgia de tratamento de doença cardíaca congénita.

As novas técnicas de integração de imagem e de ferramentas ablativas tornaram possível e segura a ablação da FA nestes doentes.O mapeamento electroanatómico em 3D em combinação com imagens em 3D antes do procedimento e a navegação magnética remota, surgem como uma tecnologia-chave para estes casos difíceis, disse a investigadora.

Para finalizar os trabalhos, que contaram ainda com procedimentos ablativos de FA levados a cabo na sala de intervenção do Centro do Ritmo Cardíaco do Hospital da Luz, Luigi Di Biase, professor do Albert Einstein College of Medicine do Montefiore Hospital, em Nova Iorque, abordou a ablação ventricular por navegação magnética em doenças como isquémia, considerando que este tipo de tecnologia oferece uma navegação mais intutitiva e automatizada, mais segura que a navegação ‘standard’, mas onde ainda são necessários mais estudos para ter conclusões mais fortes relativamente às suas vantagens.