Unidade de Cuidados Paliativos em destaque na Visão e na Revista da Ordem dos Médicos

Unidade de cuidados paliativos em destaque na Visão e na Ordem dos Médicos

Numa entrevista emotiva, publicada na revista Visão do passado dia 18 de fevereiro, Pedro da Silva Martins, um dos fundadores da banda Deolinda, revela que compôs a maior parte das músicas do novo álbum do grupo no Hospital da Luz, enquanto o seu pai esteve internado na Unidade de Cuidados Continuados e Paliativos, coordenada pela médica Isabel Galriça Neto.

«Uma boa parte dos temas foi feita nos cuidados paliativos do Hospital da Luz, ao lado do meu pai, muito doente. Eu e o meu irmão íamos para lá… fazer música, que era uma das coisas de que ele gostava. Esteve lá cerca de três meses (…). Foi um grande desafio que coloquei a mim próprio: como transformar aquele momento em música? (…) Preferi enfrentar tudo de maneira clara, eu e o meu irmão, e acho que foi o melhor que fizemos. Foi uma despedida, mas ao mesmo tempo, um escape. Para mim, houve ali um turbilhão de emoções…», contou, na entrevista da Visão, concluindo: «Escolhemos a forma mais bonita possível de lidar com a situação, tornar um momento mau em algo positivo».

O pai do fundador dos Deolinda esteve internado na Unidade de Cuidados Paliativos do Hospital da Luz, onde veio a falecer em janeiro passado. O músico conta que a situação do pai levou-o a pôr a hipótese de adiar o lançamento do novo disco, mas isso acabou por não acontecer. O novo trabalho dos Deolinda, composto na sua maioria no Hospital da Luz, foi agora lançado e chama-se «Outras histórias».

Entretanto, a revista da Ordem dos Médicos fez também referência à Unidade de Cuidados Continuados e Paliativos do Hospital, com a publicação de um artigo de Mariana Alves, médica interna de Medicina Interna, sobre «Estágios de cuidados paliativos no internato de medicina interna».

Neste artigo, a médica conta que realizou um estágio de três meses na Unidade coordenada por Isabel Galriça Neto, no Hospital da Luz, classificando como um período de «grande aprendizagem científica, relacional e de comunicação». Mariana Alves revela que, «ao contrário do que eu própria achava, o ambiente não é pesaroso ou de sofrimento, pelo contrário; o trabalho em equipa, a boa disposição e entreajuda de todos os profissionais associada à boa prestação de cuidados aos doentes e seus familiares torna esta realidade leve e tranquilizadora».

A médica diz ainda que «a maioria dos doentes não está nesta unidade para morrer, prova disso é que nestes três meses de estágio, 75% teve alta hospitalar, ou seja, apenas 25% dos doentes internados em tipologia de paliativos faleceu no serviço».