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Cancro anal feminino: rastreio

Apesar do cancro anal ser uma doença rara, a sua incidência tem aumentado nas últimas décadas. Partilha diversas características biológicas com o cancro cervical, incluindo uma associação com a infeção pelo papilomavírus humano de alto risco (HPV-AR).

Os fatores de risco para o cancro anal são história de relações sexuais anais, relações sexuais com vários parceiros, imunossupressão, história de neoplasia intraepiteliar cervical, vaginal ou perianal, verrugas genirais, história de doenças de transmissão sexual, história de irritação anal crónica (por exemplo hemorroidas, fissuras e fístulas) e consumo de tabaco.

As mulheres seropositivas para o vírus da imunodeficiência humana (HIV) tem um risco sete vezes superior de desenvolver cancro anal em relação à população feminina em geral. A introdução da terapêutica antiretroviral combinada aumentou a sobrevida nesta população, mas a incidência do cancro anal não diminuiu. Os doentes transplantados de órgãos sólidos, devido à terapêutica imunossupressora têm também um risco de cancro anal elevado.

O rastreio do cancro anal é feito pelo conjunto dos seguintes métodos:

  • Citologia anual
  • Exame digital anorretal (DARE)
  • Anuscopia de alta resolução (HRA)