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Cancro do rim

Os rins fazem parte do sistema urinário e a sua função principal é filtrar o sangue para eliminar resíduos e outras substâncias que são depois eliminadas através da urina.

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Anualmente o cancro do rim é diagnosticado em cerca de 190 mil pessoas em todo o mundo, mais frequentemente entre os 50 e os 70 anos de idade e nos homens. O tabagismo, obesidade, hipertensão arterial, a realização de diálise e a exposição repetida a compostos tóxicos são fatores de risco para o cancro do rim.

O carcinoma de células renais é a forma mais comum de cancro do rim, representando cerca de 80 a 85% dos tumores primários deste órgão.

Sintomas do cancro do rim

Quando o cancro do rim tem sintomas, estes podem ser comuns a várias outras doenças. Assim, o diagnóstico de cancro do rim requer uma avaliação médica detalhada e a realização de exames complementares de diagnóstico.

Os sintomas que mais frequentemente estão associados ao cancro do rim são a presença de sangue na urina, dor ou presença de um nódulo na região lombar lateral ou na região do estômago e perda de peso sem causa aparente.

Tratamento do cancro do rim

O tratamento do cancro do rim depende do tipo de tumor, da fase de evolução da doença (localizada ou avançada) e das especificidades de cada doente. Pode envolver:

  • Cirurgia
  • Criocirurgia
  • Ablação por radiofrequência
  • Terapêutica médica (quimioterapia, imunoterapia, entre outras)
  • Atitude conservadora com vigilância e reavaliação periódica

Cirurgia no cancro do rim

No carcinoma de células renais localizado (sem metástases), a cirurgia é, na maioria dos casos, curativa.

O tratamento cirúrgico do cancro renal pode ser uma nefrectomia radical (remoção de todo o rim afetado) ou uma nefrectomia parcial. A nefrectomia radical é mais habitual nos tumores grandes, quando estão envolvidas estruturas vizinhas (por exemplo vasos renais ou gordura perirrenal) e sempre que o segundo rim é saudável. A nefrectomia parcial é a opção mais comum nos tumores de pequena dimensão e nos doentes com lesões nos dois rins ou com alterações da função renal.

A nefrectomia radical por via aberta continua a ser a opção escolhida para os tumores renais de grande dimensão. Em alguns casos é possível realizar uma incisão na região do flanco; outros casos requerem uma incisão abdominal maior.

Já para os tumores renais de dimensão média, a nefrectomia radical por laparoscopia ou laparoscopia assistida por robot é preferida.

Para os tumores renais de pequena dimensão, com um diâmetro máximo de 5 a 6 cm, opta-se cada vez mais por uma nefrectomia parcial, em que apenas é removido o tumor com uma margem de segurança de tecido saudável, preservando o restante tecido renal funcional. Durante a excisão do tumor, é feita a clampagem da artéria renal é interrompida para prevenir hemorragias. Quando menor for este período de interrupção da circulação, menores serão as lesões no tecido renal. Os resultados disponíveis favorecem a abordagem assistida por robot na nefrectomia parcial.