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Doença (sinus) pilonidal

A doença pilonidal é uma infeção recorrente da pele, na maioria dos casos na região do sulco internadegueiro, acima do ânus e, mais raramente, noutros locais do corpo.

Envolve inicialmente a presença de um abcesso agudo ao nível da pele e posteriormente forma-se sob esta uma bolsa ou cavidade preenchida por pelos (sinus pilonidal). Em consequência da reação inflamatória e infeção subsequentes, e da formação de trajetos fistulosos que drenam à superfície da pele de forma intermitente repetem-se então episódios de tumefação, dor e supuração.

A doença pilonidal é diagnosticada com maior frequência entre a puberdade e a quarta década de vida. A sua incidência é mais elevada nos homens, o que pode estar relacionado com o facto de possuírem mais pelos na região, um dos fatores de risco mais importantes para o desenvolvimento da doença. Entre outros fatores de risco da doença pilonidal incluem-se o sedentarismo, as ocupações que obrigam à permanência de períodos longos em posição sentada, a prática de atividades que possam traumatizar a região, a obesidade, uma irritação ou lesão anterior na mesma área, a falta de higiene e a sudação excessiva.

Causas

São consideradas duas causas possíveis para a doença pilonidal:

  • A penetração e o crescimento de pelos para dentro da pele, com uma reação inflamatória consequente à sua presença estranha;
  • A irritação ou traumatismo dos folículos pilosos, que ficam bloqueados, infetam e formam um abcesso.

Ambos os casos podem ser consequentes a circunstâncias que provoquem atrito ou que traumatizem a região como, por exemplo, a utilização de vestuário demasiado justo ou a prática de exercícios como o ciclismo ou a equitação, especialmente em situações de calor.

Sintomas e diagnóstico

Os sintomas da doença pilonidal incluem a presença na região do sulco internadegueiro de uma saliência, que pode variar desde uma pequena borbulha a uma massa volumosa dolorosa. Muitas vezes esta zona drena um fluido que poderá ser transparente, turvo ou sanguinolento. Nos casos de infeção a área apresenta-se avermelhada e dolorosa, drena pus com cheiro fétido e podem também estar presentes sintomas sistémicos, como febre, mal-estar ou náuseas.

O diagnóstico da doença pilonidal é feito com base na história clínica, nos sintomas presentes e no exame do doente. Em regra não são necessários quaisquer exames de diagnóstico.

Tratamento

O tratamento da doença pilonidal depende da fase da doença.

O abcesso agudo, em que a área está tumefacta, dolorosa e drena pus pode resolver-se espontaneamente, através de um tratamento médico ou mediante a incisão e drenagem sob anestesia local ou geral, para remover o pus e reduzir a inflamação e a dor.

Na maioria dos doentes em que já está presente um sinus pilonidal e trajetos fistulosos, com episódios recorrentes de tumefação, dor e supuração, será necessário um tratamento cirúrgico. A abordagem a adotar é variável, desde a abertura e limpeza dos trajetos deixando a ferida aberta, até à sua excisão e eventual encerramento com retalhos cutâneos mais ou menos complexos.

Se a ferida for deixada aberta (cicatrização por segunda intenção), será necessária a realização frequente de pensos para controlar a exsudação e para promover a cicatrização do fundo para a superfície. Neste caso, o período de recuperação é em regra mais longo, mas a probabilidade de cura definitiva é mais elevada. Nos casos em que se opte pelo encerramento primário ou com recurso a retalhos cutâneos, serão necessários cuidados acrescidos para manter a ferida limpa e seca até a cicatrização estar completa, pois a proximidade do ânus à ferida operatória favorece a ocorrência de infeções.

Em ambos os casos, depois da cicatrização estar completa é de toda a conveniência que a pele em redor da cicatriz seja mantida limpa e sem pelos.

 

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