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Derivação biliopancreática por switch duodenal

SwitchduodenalA derivação biliopancreática por switch duodenal é uma operação para tratamento cirúrgico da obesidade, classificada como procedimento indutor de malabsorção.

Envolve uma gastrectomia limitada, dando ao estômago uma forma tubular por remoção da sua região esquerda (semelhante à gastrectomia em sleeve e com as vantagens referidas para este procedimento). Desta forma, é mantida a região inferior do estômago bem como o piloro, contrariamente ao que acontece na operação de Scopinaro. A parte do estômago que não é removida é separada do duodeno e, tal como na operação de Scopinaro, ligada ao segmento final do intestino delgado, o íleon. O segmento que recebe as secreções biliar e pancreática (duodeno e jejuno) é ligado ao segmento terminal do íleon, pelo que é impedido de contactar com os alimentos, conduzindo a malabsorção.

Este procedimento tem as desvantagens de ser tecnicamente mais complexo e, como tal, comportar maior risco cirúrgico, de poder cursar com efeitos indesejáveis como diarreia, flatulência e fezes com cheiro fétido e de poder conduzir a carências nutricionais graves (nomeadamente proteicas) em cerca de 3 a 6% dos casos.

Apresenta, por outro lado, as seguintes vantagens:

  • Possibilidade de realização por via laparoscópica e por cirurgia robótica;
  • É o mais eficaz de todos os procedimentos e o que mais frequentemente permite alcançar o peso ideal e, simultaneamente;
  • É mais eficaz na redução ou eliminação das comorbilidades, sobretudo, diabetes (quase sempre eliminada) e hipertensão arterial (a maioria das vezes eliminada e quase sempre melhorada);
  • É menos dependente da quantidade e da qualidade do alimento ingerido;
  • Pode ser realizado em dois tempos cirúrgicos: gastrectomia em sleeve e bypass intestinal;
  • Não exige a colocação de um corpo estranho na cavidade abdominal.