Dia Mundial da Luta Contra o Cancro assinalado no Hospital da Luz

Dia Mundial da Luta Contra o Cancro assinalado no Hospital da Luz

O Dia Mundial da Luta Contra o Cancro (4 de fevereiro) foi assinalado no Hospital da Luz com um simpósio aberto ao público e que contou com a presença de mais de 150 participantes, na sua maioria doentes e ex-doentes seguidos no Centro de Oncologia do Hospital da Luz, acompanhados de familiares.

Além da partilha de experiências de vida com a doença oncológica, protagonizada pelo testemunho de duas doentes, o simpósio procurou dar ênfase ao bem-estar físico do doente, focando questões relacionadas com a nutrição do doente oncológico, mas também com as dimensões espiritual e emocional, dando especial enfoque à psicologia positiva em situações adversas.

O papel da nutrição na promoção do bem-estar foi o mote da palestra conduzida por Gabriel Mateus que, além de enumerar os principais erros alimentares e de estilos de vida (tabagismo, sedentarismo) que a evidência científica aponta como fatores de risco oncológico, nomeou um conjunto de alimentos cuja inclusão na dieta pode contribuir para a prevenção de certos tipos de cancro, casos dos legumes e frutos frescos, cereais integrais ou carnes magras.

A adoção de um plano alimentar adequado ao doente oncológico foi também um dos temas abordados e que não deve ser menosprezado. Assim, a realização de várias refeições diárias, a inclusão de frutos secos, alimentos ricos em proteínas e de bom aporte calórico foram recomendados para evitar a desnutrição do doente oncológico. A palestra foi complementada com um conjunto de ideias de confeção de alimentos dadas pelo ‘chef’ de cozinha Duarte Alves.

A dimensão espiritual do ser humano e o processo de doença foi o tema da palestra do padre Pedro Monteiro e o bem-estar emocional e os benefícios da psicologia, a temática abordada pela psicóloga Catarina Riviero. Esta foi muito focada na atitude que os doentes oncológicos devem adotar no seu dia-a-dia. Se os sentimentos de revolta, dor ou medo são naturais, afirmou a psicóloga, os mesmos não devem ser reprimidos, pois só a sua expressão permite percebê-los e superá-los, transformando-os em sentimentos positivos.

Destaque ainda para a participação, com muitas perguntas e comentários, de muitos dos participantes num encontro que foi, no final, muito elogiado pela contribuição para uma maior compreensão do quotidiano das pessoas afetadas por doenças oncológicas.