Médico da Luz Saúde participou na maior travessia oceânica em kitesurf

Médico da Luz Saúde participou na maior travessia oceânica em kitesurf

Diogo Albergaria, cirurgião-geral do Hospital da Luz e do Hospital Beatriz Ângelo que integrou a tripulação de apoio à travessia oceânica em kitesurf levada a cabo por Francisco Lufinha e a alemã Anke Brandt, classifica a experiência como «enriquecedora e muito intensa».

Os dois kitesurfistas tinham como objetivo realizar uma viagem sem paragens, revezando-se no mar, entre a ilha de São Miguel (Açores) e o continente. No final, percorreram 1.646km em 10 dias (entre 4 e 13 de setembro), estabelecendo um novo recorde mundial.

A par da assistência aos outros tripulantes, a braços com enjoos ou gastroenterites, Diogo Albergaria teve ainda, a partir de metade da travessia, de assumir tarefas para além das inicialmente previstas: «Como nos quatro dias iniciais não havia vento, a travessia acabou por demorar mais tempo. Um dos tripulantes teve regressar ao continente por razões de trabalho e, a partir daí, deixei de ser só o médico de bordo e passei a acumular com outras atividades, como estar ao leme do barco, auxiliar nas manobras das velas e dos kitesurfs, enfim, todo o trabalho a bordo». «Só não cozinhei», recorda o cirurgião, entre risos.

E se o português Francisco Lufinha e a alemã Anke Brandt não constituíram problema – pois, segundo o médico, estavam fisicamente bem preparados, limitando-se o acompanhamento à gestão do cansaço e das dores musculares, um trabalho de recuperação física que foi resolvido com a fisioterapeuta da tripulação –, foi com os restantes elementos que Diogo Albergaria acabou por ter maiores preocupações. «Nos últimos três dias, houve um tripulante que adoeceu e ficou bastante mal. O que parecia inicialmente uma gastroenterite grave acabou por resultar numa evacuação para o hospital, já ao largo de Cascais. Acabou por verificar-se que era uma apendicite, à qual o tripulante foi operado, estando agora em fase de recuperação», conta o médico.

Recorde-se que o Hospital da Luz assegurou a assistência clínica desta travessia oceânica, a maior alguma vez realizada em dupla. Ao longo dos 10 dias da viagem, no barco de apoio, Diogo Albergaria dispôs de uma zona médica apetrechada com os dispositivos necessários a prestar assistência clínica e de emergência e reanimação, tais como um desfibrilhador-monitor, kits cirúrgicos, material de sutura, garrafas de oxigénio, fármacos e sistemas de soros, entre outros.

Na foto, Diogo Albergaria (o terceiro a contar da esquerda) festeja com a Anke Brandt e Francisco Lufinha e a comitiva, à chegada a Oeiras.