Tratamento do cancro localizado da próstata: Escolha múltipla

Tratamento do cancro localizado da próstata: Escolha múltipla

Prostatectomia radical, radioterapia externa, braquiterapia de alta taxa de dose, terapêutica hormonal, técnicas experimentais como o HIFU (“High-Intensity Focused Ultrasound” ou vigilância atenta, a escolha terapêutica é variada, mas está dependente do estadio da doença, ou seja, se se trata de carcinoma localizado da próstata (sem metástases) de baixo, médio, alto ou muito alto risco.

O carcinoma da próstata é a segunda causa de morte por cancro nos homens, logo a seguir ao cancro do pulmão, afetando indivíduos a partir dos 40 anos, uma prevalência que aumenta com a idade, o que se deve, em parte, ao aumento da esperança média de vida.

Até à década de 1980, o diagnóstico de carcinoma da próstata era, na maioria dos casos, tardio. Quase sempre eram os sintomas determinados pelas metástases (principalmente ósseas) que levavam a deteção da patologia.

Mas, a partir dessa data, com a introdução de um teste sanguíneo eficaz, o antigénio específico da próstata (PSA), iniciou-se uma nova era, a do diagnóstico precoce. A doença passou a ser na maioria das vezes detetada em fase localizada (confinada à glândula prostática) e, logo, passível de ser submetida a terapêutica curativa.

De acordo com José de Vilhena-Ayres, um dos diretores do simpósio e coordenador do Departamento de Urologia do Hospital da Luz, tem-se assitido a uma evolução muito rápida nas modalidades terapêuticas deste tipo de doença, nomeadamente nos campos da cirurgia e da radioterapia.

Para outro dos diretores do simpósio, Kris Maes, urologista e coordenador do centro de cirurgia robótica e minimamente invasiva do Hospital da Luz, tendo em linha de conta o risco do carcinoma localizado da próstata, a cirurgia – a prostatectomia radical, que pode ser executada de forma convencional, por laparoscopia convencional ou robótica – surge como solução terapêutica de primeira linha, associada ou não a braquiterapia ou radioterapia, dependendo do risco (baixo, médio ou alto) associado ao carcinoma.

Peter Wiklund, cirurgião e professor de Urologia e diretor do Departamento de Medicina Molecular e Cirurgia–secção de Urologia, do Karolinska Institutet, em Estocolmo e um dos palestrantes no simpósio de hoje, afirma mesmo que cerca de 70% dos casos de cancro localizado na próstata são tratados através de cirurgia.

Por seu turno, Vilhena-Ayres lembra que deve considerar-se o tratamento primário do tumor localizado e a abordagem terapêutica das recidivas. E nesse caso, afirma, “é preciso considerar a radioterapia”.

Hospital da Luz tem todas as soluções

Deve sublinhar-se que o Hospital da Luz dispõe de todos os recursos para assegurar a avaliação diagnóstica integral, bem como todas as terapêuticas e o acompanhamento do doente com cancro localizado da próstata, incluindo o sistema cirúrgico robótico da Vinci Si HD, disponível desde Junho de 2010 e que trouxe, para Kris Maes, “uma enorme mudança à cirurgia da próstata em todo o Mundo, ao permitir uma visualização endoscópica aumentada até 600 vezes e em 3D, o que confere maior precisão à intervenção”.

Aplicada à prostatectomia radical a cirurgia robótica, resulta em menor tempo de internamento, menos perda de sangue durante a cirurgia, menos dor pós-operatória e recuperação mais rápida.

Além destes aspetos, a cirurgia robótica proporciona uma vantagem significativa no que diz respeito à manutenção da continência e função erétil, em comparação com a cirurgia aberta e laparoscópica, além melhor controlo oncológico.

 

Special Report publicado no âmbito do Leaping Forward - Lisbon International Clinical Congress, que decorre no Hospital da Luz de 13 a 19 de fevereiro.