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Biopsia das vilosidades coriónicas

A biopsia das vilosidades coriónicas é uma técnica invasiva de diagnóstico pré-natal que consiste na obtenção de células da placenta (córion). O estudo destas células, que têm a mesma constituição cromossómica do feto, permite identificar as principais doenças cromossómicas que o afetam, por exemplo a trissomia dos cromossomas 21, 13 ou 18, doenças dos cromossomas sexuais, entre outras.

A biopsia das vilosidades coriónicas é realizada às grávidas que se encontrem nas seguintes situações;

  • Na sequência de rastreio combinado do primeiro trimestre têm um risco acrescido de doença cromossómica
  • O risco corrigido pelo rastreio combinado é superior ao esperado para a idade da grávida (risco basal)
  • Os progenitores são portadores de doença cromossómica que poda afetar o feto de forma homozigótica
  • Por opção da grávida, desde que informada dos riscos associados 

Considera-se que existe um risco acrescido de doença cromossómica quando o risco obtido pelo rastreio combinado é superior ou próximo do risco de perda fetal devido à técnica (1:100).

Habitualmente, a biopsia das vilosidades coriónicas é efetuada no primeiro trimestre da gravidez, até às 14 semanas de gestação. Não deve ser realizado antes das 11 semanas de gestação pelo risco teórico de amputação dos membros fetais. Também pode ser efectuada depois das 14 semanas, quando o acesso à placenta é fácil e não há condições para a realização de amniocentese (pela idade gestacional ou pela localização da placenta)

Riscos associados à biopsia das vilosidades coriónicas:

  • Risco de perda fetal: 1:100
  • Risco de infeção intra-amniótica: 1:500
  • Resultado inconclusivo por contaminação com sangue materno: 1:1000

 

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