Hospital da Luz parceiro médico da maior travessia oceânica de kitesurf em dupla

Hospital da Luz parceiro médico da maior travessia oceânica de kitesurf em dupla

O Hospital da Luz assegura a assistência médica da maior travessia oceânica de kitesurf em dupla, que se inicia hoje, 4 de setembro, às 14 horas (hora do continente), na Marina de Ponta Delgada, e que vai ligar a ilha de São Miguel, nos Açores, ao continente, num percurso de mais de 1.500km.
Francisco Lufinha, recordista mundial da maior viagem em kitesurf sem paragens (874 km, em 48 horas entre Lisboa e a Madeira) e a também recordista alemã Anke Brandt, que ligou o Bahrain a Abu Dhabi (489 km, em 30 horas) serão a dupla que vai realizar o percurso, partilhando as milhas em turnos intercalados de oito horas.

Desde a partida até à chegada, os dois kitesurfistas contam com um barco de apoio que os acompanha e do qual faz parte uma tripulação de oito elementos: quatro skippers, uma fisioterapeuta, um fotógrafo, um operador de câmara e um médico do Hospital da Luz – o cirurgião-geral Diogo Albergaria, que estará pronto a resolver problemas de ordem clínica e de emergência médica que possam afetar os dois desportistas e os restantes tripulantes, ao longo dos cinco a 10 dias que pode demorar a completar a travessia, dependendo das condições meteorológicas.
No barco de apoio, Diogo Albergaria dispõe de uma zona médica apetrechada com os dispositivos necessários a prestar assistência clínica e de emergência e reanimação, tais como um desfibrilhador-monitor, kits cirúrgicos, material de sutura, garrafas de oxigénio, fármacos e sistemas de soros, entre outros.

Prevenir todos os acidentes possíveis

Para Diogo Albergaria este desafio iniciou-se também há alguns meses com a definição das diversas situações de emergência médica que poderão ocorrer e o planeamento do que é necessário para as resolver: “Além do desgaste físico dos kitesurfistas, há também todo um conjunto de acidentes que podem ocorrer no mar e para os quais é preciso estar preparado no que diz respeito a assistência médica – como, por exemplo, um embate contra um contentor durante a noite. Como não estamos no ambiente controlado de um hospital onde dispomos de todos os meios materiais e humanos para realizar tratamentos, é preciso prever muitas situações”, afirma.

O cirurgião-geral do Hospital da Luz acrescenta ainda que, se for necessário tomar medidas de life saving, existe a bordo equipamento para acudir a essas situações e, no limite, estabilizar o doente até à sua evacuação através dos meios de resgate da Marinha portuguesa.