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Comunicar com pessoas com demência

Comunicar com pessoas com demência

Comunicar com pessoas com demência é uma tarefa complexa; a resposta aos estímulos, a compreensão da informação que se recebe e a capacidade para se fazer entender variam de pessoa para pessoa. No entanto, existem algumas medidas simples, que podem facilitar a comunicação:

  • Assegure-se que tem a atenção da pessoa a quem se dirige, limite as distrações e o barulho; 
  • Identifique-se pelo seu nome e refira quem é (p. ex. sou a sua filha, sou o seu enfermeiro);
  • Se é familiar ou amigo do doente, trate-o da forma como sempre fez; 
  • Se não é familiar ou amigo do doente, trate-o da forma como ele estava habituado nessas circunstâncias. Não use o nome próprio, a não ser que este seja o único reconhecido pelo doente; 
  • Trate o doente com respeito, seja simpático e afetuoso. A forma como se dirige e fala com o doente deve ser adequada à sua proximidade e relacionamento com ele;
  • Utilize um tom de voz apropriado, associado a expressões faciais e a linguagem corporal que ajudem a entender a sua mensagem. Tente manter o contacto visual. Tenha em atenção défices auditivos ou de visão;
  • O contacto físico é interpretado de forma muito variável pelos doentes. Assim, este tipo de contacto deve ser adequado ao seu relacionamento e/ou ao conhecimento que tem do doente; 
  • Use palavras simples, bem pronunciadas e espaçadas. Fale pausadamente. Faça frases curtas, não transmita mais do que uma informação ou instrução de cada vez; 
  • Tente formular as questões de modo a que a resposta seja simples ou dê duas opções de resposta para escolher uma (p. ex. quer vestir a blusa verde ou a blusa azul?);
  • Simplifique as atividades, peça uma tarefa simples de cada vez;
  • Estimule as respostas usando pistas verbais e visuais (p. ex. imagens, objetos, mensagens escritas);
  • Não pressione as respostas. Se não conseguir obter uma resposta verbal a uma questão, tente identificar no doente sinais associados à resposta que este pretende dar;
  • Não insista em corrigir respostas erradas, nem demonstre que reconhece esses erros;
  • Tente não adotar uma atitude paternalista, sempre que possível, tente passar a decisão para o doente, ainda que lhe dê escolhas limitadas;
  • Se a tentativa de comunicação perturbar o doente, direcione a sua atenção para outro assunto e volte a tentar mais tarde.