Voltar

Gripe A

O que é a Gripe A?

O vírus da gripe A (H1N1) é uma variante do vírus da gripe. A sua disseminação originou uma pandemia. Inicialmente chamado vírus da gripe suína, essa designação foi abandonada, pois o vírus não está relacionado com os vírus dos suínos, nem o contacto ou a ingestão de carne desta espécie representa qualquer risco. A capacidade de transmissão e a gravidade são semelhantes aos da gripe habitual, embora atingindo pessoas mais jovens. O vírus transmite-se pela tosse, expetoração ou espirros, diretamente (inalação) ou indiretamente (contacto com superfícies contaminadas).

Como se manifesta a doença?

Na maioria dos casos apresenta-se como uma vulgar constipação (febre, dores no corpo, tosse, expetoração, pingo do nariz) ou gastroenterite (febre, diarreia, vómitos). As principais complicações, essencialmente respiratórias (pneumonias ou descompensação de doenças respiratórias crónicas, como a bronquite crónica ou o enfisema pulmonar), cardíacas (descompensação de insuficiência cardíaca já existente) ou metabólicas (desidratação, descompensação de diabetes já existente), surgem especialmente nos chamados grupos de risco.

Quais os grupos de risco?

As crianças com menos de dois anos, as grávidas (em particular no segundo e terceiro trimestres), as mães até duas semanas após o parto, os portadores de doenças crónicas respiratórias (asma sob tratamento crónico com cortisonas, bronquite crónica, enfisema), cardiovasculares (insuficiência cardíaca), metabólicas (diabetes, obesidade marcada) e renais (insuficiência renal), os doentes com perturbações da imunidade (infeção por HIV, entre outras) e os doentes submetidos a tratamentos que de algum modo reduzem a sua capacidade de defesa (anti-tumorais, corticoides, entre outros). Estes têm um maior risco de complicações e mortalidade mais elevada, razão pela qual necessitam de precauções redobradas e ser submetidas a profilaxia (quando contactam com casos confirmados) e a tratamento (quando adoecerem com sintomas de gripe causada por este vírus).

Qual o período de incubação do vírus e qual a duração da fase contagiosa?

Este período varia entre três a 10 dias, com uma média de sete, durante o qual a contagiosidade é praticamente nula. A doença dura cerca de sete dias, mas após dois dias sem febre a contagiosidade já é reduzida.

O que se deve fazer se tiver sintomas de gripe?

Permanecer em casa, contactar a Linha Saúde 24 e seguir as indicações. Tomar paracetamol para a febre e aumentar a ingestão de líquidos. Em caso de agravamento (febre mais de três dias ou em subida, falta de ar...) dirija-se a uma urgência hospitalar.

Como se previne a transmissão?

As pessoas doentes não devem partilhar a mesma divisão, beijar ou abraçar, devendo guardar distância (um metro) e usar máscara; tossir ou espirrar para lenços descartáveis, ou proteger a tosse ou o espirro com o braço e não com a mão. A lavagem das mãos com água e sabão ou sabonete é a medida mais importante. Em alternativa, podem usar-se soluções alcoólicas ou toalhetes embebidos em soluções desinfetantes. As roupas e as loiças devem ser lavadas com água quente e detergente. As zonas de utilização comum devem ser limpas com detergentes desinfetantes após cada utilização; os quartos devem ser arejados e as superfícies (mesas de cabeceira, interruptores, estruturas das camas, paredes até à altura do braço) devem ser limpas aquando do fim da doença.