O calor também é um fator de risco cardiovascular

O calor também é um fator de risco cardiovascular

José Ferreira Santos, cardiologista do Hospital da Luz Setúbal, explicou em programa da TVI que o calor é um fator de risco cardiovascular.

«O calor desta época de verão não deve ser subvalorizado, pois é também um fator de risco cardiovascular», salientou José Ferreira Santos, diretor clínico do Hospital da Luz Setúbal, no ‘Diário da Manhã’ da TVI. Durante o programa, emitido no passado dia 3 de agosto, o médico cardiologista e secretário-geral da Sociedade Portuguesa de Cardiologia explicou as reações do corpo humano perante temperaturas ambientais elevadas e os sintomas a que todos devemos estar alerta para pedir ajuda médica imediata.

«O calor pode levar a desidratação e sudorese excessiva, fazendo com que o volume de sangue no corpo diminua e aumente o ‘trabalho’ do nosso coração», explicou Ferreira Santos, acrescentando que, embora o chamado ‘golpe de calor’ possa afetar qualquer pessoa, o risco é maior no caso dos idosos com doença crónica, devendo-se estar particularmente atento quando estes apresentam o pulso acelerado, a tensão arterial mais baixa ou sinais de desorientação.

O médico cardiologista referiu, a propósito, os resultados de estudos epidemiológicos: «Tem-se verificado que em momentos de muito calor o risco de mortalidade e de internamento por doenças cardiovasculares é até cinco vezes maior do que o habitual. E são as vagas de calor que levam a maior número de mortes, sendo que mais de metade deve-se a doença cardiovascular». Os doentes cardiovasculares devem ter especial atenção a sinais como uma frequência cardíaca acima dos 100 batimentos por minuto e uma queda súbita da pressão arterial para valores anormalmente baixos.

A intervenção de José Ferreira Santos no programa da TVI pode ser vista aqui.