15 de maio de 2019 A ecografia transfontanelar ou ecografia cerebral é um exame que desempenha um papel importante: No diagnóstico e na caracterização de lesões cerebrais do recém-nascido , entre elas: hemorragia, dilatação ventricular, leucomalácia e malformações; Na previsão de alterações do desenvolvimento neurológico a longo prazo, associadas a essas lesões. É considerado um método de eleição na avaliação do recém-nascido de risco, sendo mesmo, na maioria dos casos, o único método necessário. Isto deve-se: À sua inocuidade e facilidade de execução; À possibilidade de realização de exames seriados para avaliar a evolução das lesões cerebrais. Como é realizado? É doloroso? A ecografia transfontanelar é um exame: Indolor; De execução simples. Que pode ser realizado nas circunstâncias em que o bebé se sente confortável e tranquilo . Por exemplo, quando dorme ao colo da mãe ou mesmo durante a amamentação. Quais as limitações da ecografia transfontanelar? A idade é uma limitação da ecografia transfontanelar. Depois da fontanela anterior (moleirinha) estar encerrada, ou quando esta é muito pequena, não existe uma “janela” acústica para colocar a sonda do ecógrafo. Depois do ano de idade raramente é possível realizar este exame. Que recém-nascidos podem fazer o exame? A decisão sobre a necessidade de realizar qualquer exame é sempre tomada pelo médico , em função: Das características individuais de cada paciente; Das suas queixas ou doença. Em regra, está indicada a realização de uma ecografia transfontanelar nos recém-nascidos: Prematuros; Com asfixia ao nascimento; Com convulsões; Com meningite; Com infeções adquiridas; Com infeções congénitas — toxoplasmose, rubéola, herpes e citomegalovirus; Submetidos a intervenção cirúrgica; Ventilados; Internados em Unidade de Cuidados Especiais Neonatais; Com malformações congénitas , entre elas: cromossomopatias, mielomeningocelo e anomalias craniofaciais. Outras alterações que indicam a realização do exame são: Crescimento anormal (aumento ou diminuição) do perímetro cefálico; Gémeos; Atraso de crescimento intrauterino; Diminuição das plaquetas; Alterações neurológicas; Alterações do desenvolvimento; Traumatismo craniano. Na maioria dos casos de lesões cerebrais torna-se necessário realizar ecografias seriadas para: Caracterizar evolutivamente a lesão; A relacionar com as alterações clínicas. Este artigo foi escrito com o apoio dos médicos e outros profissionais clínicos da Rede Hospital da Luz. Os conteúdos publicados no Guia de Saúde destinam-se ao público em geral e têm apenas finalidade informativa e educativa. Não substituem a avaliação, diagnóstico ou aconselhamento clínico individual por um profissional de saúde. São produzidos ou revistos por médicos e outros profissionais do Hospital da Luz e baseiam-se no conhecimento disponível à data da sua publicação ou última atualização, indicada no início de cada conteúdo.