Voltar

Por que deve ter um médico assistente

O médico assistente é um médico especialista em Medicina Geral e Familiar que exerce a sua atividade promovendo a saúde e prevenindo a doença. Pelas especificidades da sua prática clínica e pela relação única de proximidade que desenvolve com o doente e a sua família, está numa posição privilegiada para atuar enquanto recurso fundamental do sistema de saúde. 

A importância de se ter um médico assistente é hoje incontestável. O seu ‘olhar’ do doente, mais abrangente, permite-lhe não só ter uma visão integrada da multiplicidade das patologias em causa, como também relacionar as respetivas características clínicas com aspetos psicológicos e sociológicos específicos. Além disso, o seu médico assistente vai trabalhar consigo com o objetivo de tomar cuidados preventivos de forma atempada, de modo a prevenir o aparecimento de doenças. Destaca-se em particular, neste plano da prevenção, a vacinação e o cumprimento dos rastreios de acordo com o plano nacional de vigilância oncológica. 

A promoção da saúde e do bem-estar passa por recomendações em termos de exercício físico, combate ao sedentarismo, alimentação, higiene do sono, consumos nocivos (álcool e tabaco) e proteção solar – temas a abordar na consulta, de forma individualizada.

A vigilância das doenças crónicas – como hipertensão arterial, colesterol elevado, excesso de peso (obesidade) e diabetes – é outra das funções do seu médico assistente. Ele ajuda-o a controlá-las e a prevenir a sua progressão para possíveis complicações.

Também a abordagem das patologias de caráter agudo é mais fácil para o seu médico assistente, tendo em conta que este possui o seu histórico pessoal – nomeadamente, informação sobre patologias conhecidas, medicação e alergias –, diminuindo assim o possível erro médico.

Através desta permanente ‘partilha’, a relação entre médico assistente e doente torna-se única, adaptada a cada pessoa. Sem nunca esquecer que serão sempre respeitadas as vivências sociais e o contexto cultural e religioso do doente e da respetiva família.

Finalmente, o seu médico assistente é sempre a primeira pessoa a quem pode recorrer em primeira instância. Perante um problema com que se defronte, ele integra a informação disponível e orientá-lo-á para outras especialidades se necessário. Desta forma, caso seja pertinente a colaboração com outras especialidades, o seu médico irá guiá-lo em todo esse processo. E, assim, todo o stresse inerente à nova situação será bem menor.

 

Daniel Beirão

Médico de Medicina Geral e Familiar, Hospital da Luz 

 

Conheça os médicos de Medicina Geral e Familiar desta unidade da rede Hospital da Luz