‘Quisto no cóccix’: cirurgia permite recuperar em dois dias

João Moreira Pinto, cirurgião pediátrico do Hospital da Luz Arrábida e Hospital da Luz Guimarães, é o autor sénior do primeiro artigo a nível mundial que descreve e compara uma técnica minimamente invasiva para tratamento do quisto pilonidal (ou sacrococcígeo) em adolescentes, também vulgarmente designado por ‘quisto no cóccix’. O artigo – com o título ‘Endoscopic pilonidal sinus treatment versus total excision with primary closure for sacrococcygeal pilonidal sinus disease in the pediatric population’ – foi publicado no Journal of Pediatric Surgery, revista oficial da Associação Americana de Cirurgia Pediátrica e da Associação Britânica de Cirurgiões Pediátricos.

O quisto/sinus pilonidal sacrococcígeo é uma patologia muito comum na adolescência (incidência estimada em 26/100.000) e caracteriza-se por uma tumefação dolorosa na região sacrococcígea, com eventual infeção e drenagem de pus e pelo através de uma ou múltiplas fístulas. A cirurgia convencional consiste na excisão do quisto, em bloco, com ou sem sutura da ferida, e exige um período de permanência no leito entre duas a três semanas, com cuidados de penso demorados e um retorno demorado à atividade normal.

Já a técnica minimamente invasiva – que é realizada no Hospital da Luz Arrábida e no Hospital da Luz Guimarães – utiliza os trajetos fistulosos para a remoção do quisto sem necessidade de grandes cortes ou sutura. É menos dolorosa, permite que o doente se sente de imediato e regresse à sua atividade habitual nos dois dias seguintes à cirurgia.

No trabalho que esteve na base do artigo agora publicado, foram analisados e comparados 21 casos operados através da técnica minimamente invasiva e 63 casos tratados pela cirurgia convencional. O artigo tem como coautores Ana Coelho, Ana Sofia Marinho, Berta Bonet, Fátima Carvalho e Joana Barbosa Sequeira (todos do Serviço de Cirurgia Pediátrica do Centro Hospitalar do Porto).

Leia o artigo publicado aqui.