Profissionais do HBA coautoras de guias para doentes com esclerose múltipla

Ana Matilde Cabral e Rita Simões, enfermeira e médica neurologista do Hospital Beatriz Ângelo, respetivamente, integram o grupo de profissionais que elaborou um conjunto de guias práticos para ajudar os doentes com esclerose múltipla a conhecerem a doença e a adaptarem-se às terapêuticas de que necessitam, melhorando assim a sua qualidade de vida. O HBA e o Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra são os hospitais onde os guias vão ser implementados numa primeira fase, em sessões educativas em grupo, orientadas por enfermeiros que trabalhem nesta área.

O projeto ‘Percursos na esclerose múltipla – Olhar, pensar e agir na esclerose múltipla’ é apoiado pela farmacêutica Novartis e recebeu já a certificação da Organização Internacional de Enfermeiros de Esclerose Múltipla (IOMSN). São coautoras destes guias as enfermeiras Berta Augusto, Isabel Ribeiro e Liliana Escada, do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra. Participaram igualmente numa primeira fase do projeto, a nutricionista Ana Raimundo e a neuropsicóloga Sara Cavaco (Centro Hospitalar Universitário de S. João, Porto).

Recorrendo a metáforas e analogias sobre a condição da esclerose múltipla e as suas implicações na vida do doente e família/cuidador, cada guia é dedicado a um tema: ‘Gestão da doença’ (que aborda os principais sintomas, os mecanismos fisiopatológicos, os tipos de doença, factos, mitos e consequências sociais), ‘Estilo(s) de vida saudável’ (alimentação, exercício físico, atividades recomendadas e não recomendadas); ‘Gestão de sintomas’ (conselhos para gerir sintomas sensitivos, sexuais, cognitivos e motores, entre outros) e ‘Tratamento e adesão à terapêutica’ (formas de administração e posologias das terapêuticas disponíveis).

«Sendo a educação terapêutica um pilar fundamental na capacitação das pessoas para a gestão da sua doença, as sessões de educação em grupo dinamizadas com a utilização destes guias permitirão conhecer melhor o que estas pessoas pensam e sabem sobre a sua doença e identificar os significados, crenças e mitos dificultadores do seu processo adaptativo», explica Ana Matilde Cabral. «Os guias podem ser usados de várias formas e a sua aplicação deve ir ao encontro das necessidades e recursos de cada serviço. Cada profissional de saúde vai decidir quando utilizar, qual a utilizar e quantas sessões planear com estas ferramentas», acrescenta.