Sónia Rego analisa no Porto Canal a importância da relação entre médico e doente oncológico

Sónia Rego, médica oncologista do Hospital da Luz Arrábida, foi a convidada do programa ‘Consultório’, do Porto Canal, a 3 de junho, dedicado à importância da relação entre o médico e o doente oncológico. «O doente oncológico é um doente ‘especial’, ou seja, existe um estigma social que faz com que ele precise de todo o apoio e de perceber que tem alguém do seu lado sempre disponível, que é o seu médico», salientou a especialista.

«Muitas vezes, e por múltiplos fatores, os doentes não se sentem à-vontade para colocar todas as questões» e isso não pode acontecer, acrescentou Sónia Rego, que abordou também a forma como se dá a notícia do diagnóstico de cancro: «Não há uma fórmula mágica. Temos de nos adaptar ao caso específico do doente e ao tipo de prognóstico que pode ter. Está estudado que a forma como se dá a notícia tem efeitos na progressão da doença».

Ao dar a notícia, o médico deve «desmistificar» todos os assuntos e, por isso, uma primeira consulta após o diagnóstico deve durar o tempo que for necessário. «O doente tem de sair do nosso consultório completamente esclarecido e à-vontade, temos de explicar-lhe a proposta de tratamento de forma detalhada e de forma que ele entenda», salientou a médica do Hospital da Luz, que respondeu ainda a perguntas dos telespetadores. 

Oncologista no Hospital da Arrábida desde 2010, Sónia Rego é autora e coautora de diversos trabalhos científicos na área de especialidade.

Veja Sónia Rego no Porto Canal