5 de abril de 2021 Autora : Marisa Marques Uma abdominoplastia é uma cirurgia plástica que permite melhorar o contorno e a forma abdominal . Para isso: Remove excesso de pele abdominal vertical, flacidez ou estrias; Repara deiscência dos músculos retos abdominais. É uma intervenção indicada com frequência após perdas de peso pronunciadas, nomeadamente as que acontecem, por exemplo: Depois de uma cirurgia da obesidade; Depois de uma gravidez. Tipos de abdominoplastia Existem diversos procedimentos de abdominoplastia . A decisão sobre a adequação de uma abdominoplastia e o procedimento a realizar depende das particularidades de cada situação. Abdominoplastia clássica É removida a pele e tecido celular subcutâneo da região inferior do abdómen e feita uma plicatura dos músculos retos abdominais na linha média, com transposição umbilical. Quando não há deiscência dos músculos retos abdominais, situação rara, a abdominoplastia não inclui a plicatura dos mesmos. A abdominoplastia clássica deixa uma cicatriz transversal e uma cicatriz peri-umbilical. Pode ainda ser necessária mais uma cicatriz vertical supra-púbica, com cerca de 4-5 cm, quando o umbigo é alto e/ou quando há uma cicatriz de cesariana baixa ou não se tem tanta pele para remover. Quanto maior for a quantidade de pele removida, maior será a cicatriz. Abdominoplastia em flor-de-lis Quando há simultaneamente um grande excesso de pele transversal, há indicação para abdominoplastia em flor de lis. Neste caso, além do que é feito na abdominoplastia clássica, acresce a remoção de pele transversal, o que implica uma cicatriz vertical na linha média em toda a sua extensão. A abdominoplastia em flor-de-lis é frequentemente o procedimento indicado após uma cirurgia bariátrica (cirurgia de obesidade) com grande perda de massa ponderal. Miniabdominoplastia Quando o excesso de pele vertical é pequeno e não há deiscência dos músculos retos abdominais, pode estar indicada uma miniabdominoplastia. Na miniabdominoplastia é feita uma remoção parcial de pele e tecido celular subcutâneo na região inferior do abdómen. Este procedimento deixa uma cicatriz transversal. Abdominoplastia com plicatura dos músculos retos abdominais, desinserção e reinserção umbilical Se o excesso de pele vertical for pequeno e houver deiscência dos músculos retos abdominais, pode estar indicada a abdominoplastia com plicatura dos músculos retos abdominais e desinserção e reinserção umbilical. Neste procedimento é feita uma remoção parcial de pele e tecido celular subcutâneo na região inferior do abdómen, a plicatura dos músculos retos abdominais e a desinserção e reinserção do umbigo. Este procedimento implica apenas uma cicatriz transversal. Lipoabdominoplastia Quando a camada adiposa abdominal é espessa, pode ser necessário acrescentar uma lipoaspiração abdominal e realizar uma lipoabdominoplastia. A lipoaspiração pode ser associada a qualquer um dos procedimentos de abdominoplastia. Contudo, realizar um procedimento adicional simultâneo, obriga a ponderar de forma diferente a realização da intervenção, pelo risco acrescido de complicações. Por exemplo, numa abdominoplastia em flor-de-lis, que já é um procedimento muito invasivo, a lipoaspiração é frequentemente protelada. Fatores que aumentam o risco de complicações de uma abdominoplastia Qualquer cirurgia, ou outra intervenção médica, tem riscos potenciais associados, de menor ou maior gravidade e frequência. Na abdominoplastia, que é um procedimento com uma extensão muito variável, quanto maior o tamanho da peça excisada (pele e tecido subcutâneo), maior o risco de complicações. Em muitos procedimentos há também fatores que aumentam o risco individual . No caso da abdominoplastia, estão entre estes fatores: Os hábitos tabágicos , que são uma contraindicação relativa. É aconselhável deixar de fumar pelo menos alguns meses antes de realizar uma abdominoplastia. No entanto, embora deixar de fumar diminua o risco de uma abdominoplastia, este será sempre maior quando comparado com o de um não fumador; A obesidade , em que um índice de massa corporal (IMC) superior a 30 kg/m 2 , está associado a um risco de complicações que, regra geral, não é compensado pelos benefícios da intervenção; Os anticoncepcionais e a terapêutica hormonal de substituição com estrogénios aumentam o risco de eventos tromboembólicos de uma abdominoplastia. Por isso, sempre que possa estar indicada uma abdominoplastia, aquelas terapêuticas devem ser abolidas 1 mês antes da intervenção e só devem ser retomadas passado pelo menos um mês e sob indicação médica; A hipertensão arterial aumenta também o risco de uma abdominoplastia, pelo que deve estar controlada no pré-operatório e ser objeto de vigilância redobrada no pós-operatório. Resultados e cuidados pós-operatórios Em média, só passadas cerca de 6 semanas da realização de uma abdominoplastia é que se terá atingido uma taxa de cicatrização 75%. No entanto, para este nível de recuperação ser possível é imprescindível seguir escrupulosamente os cuidados pós-operatório que sejam indicados, durante os períodos que forem estipulados pelo cirurgião. Estes cuidados referem-se, entre outros, a: Necessidade de apoio familiar e ausência de atividade profissional; Dormir de barriga para cima; Não expor as cicatrizes ao sol durante o primeiro ano depois da cirurgia; Não conduzir nem fazer esforços; Evitar a permanência em locais com muitas pessoas e limitar as atividades do dia-a-dia, que só poderão retomadas quando indicado e progressivamente; Não fazer medicação, tomar ou comer quaisquer produtos que possam estar relacionados com um aumento o risco de hemorragia; Evitar viagens de avião, especialmente de longo curso; Não praticar atividade desportiva; Cumprir o acompanhamento médico pós-operatório recomendado. Conheça a equipa de cirurgia plática, reconstrutiva e estética da rede Hospital da Luz e faça a marcação da sua consulta Os conteúdos publicados no Guia de Saúde destinam-se ao público em geral e têm apenas finalidade informativa e educativa. 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