21 de junho de 2024 Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), existe baixa visão quando: A acuidade visual é inferior a 3/10; Há uma restrição do campo visual inferior a 20º (após tratamento e/ou utilização da melhor correção refrativa). Baixa visão é uma situação intermédia entre visão normal e cegueira . Com a melhor correção ótica convencional, a pessoa afetada por baixa visão tem dificuldade em realizar uma ou várias tarefas diárias, como: Reconhecer cores; Reconhecer rostos de amigos ou familiares; Ler e escrever; Deslocar-se na rua ou mesmo em casa ou outros ambientes mais familiares; Ver televisão; Cozinhar. A baixa visão pode ser: Congénita : estar presente ao nascimento; Adquirida mais tarde durante a vida. Qualquer patologia ou lesão que afete desde a região mais anterior do globo ocular (córnea), passando pelas suas estruturas intraoculares, até à retina, nervo ótico e sistema nervoso central pode culminar numa baixa visão. São exemplo: Degenerescência macular; Glaucoma; Retinopatia diabética; Retinopatia pigmentar. Os sintomas de baixa visão variam com a doença causadora de perda visual. Baixa visão não tem de ser igual a perda total de autonomia. A reabilitação na baixa visão é um processo essencial para as pessoas que enfrentam dificuldades visuais significativas. O objetivo é melhorar a sua qualidade de vida , incidindo nas queixas específicas do dia a dia. A intervenção é personalizada e adaptada às necessidades individuais, garantindo que cada pessoa recebe o apoio necessário para maximizar o seu resíduo visual, promovendo a sua independência e autonomia. Para alcançar estes objetivos, são utilizadas diversas ajudas óticas e eletrónicas , que permitem ao doente realizar tarefas que antes eram desafiadoras ou impossíveis. São exemplos destas ajudas: Lupas; Óculos especiais; Sistemas de ampliação eletrónica; Softwares de leitura. O processo de reabilitação inclui, para além da avaliação por um oftalmologista especializado nesta área, o treino sobre o uso adequado das ajudas, garantindo que a sua integração é feita de forma eficaz na rotina diária de cada pessoa. Os conteúdos publicados no Guia de Saúde destinam-se ao público em geral e têm apenas finalidade informativa e educativa. Não substituem a avaliação, diagnóstico ou aconselhamento clínico individual por um profissional de saúde. São produzidos ou revistos por médicos e outros profissionais do Hospital da Luz e baseiam-se no conhecimento disponível à data da sua publicação ou última atualização, indicada no início de cada conteúdo.