9 de maio de 2019 O estudo das células da placenta, que têm a mesma constituição de cromossomas do feto, permite identificar as principais doenças cromossómicas que o afetam. Por exemplo: Trissomia dos cromossomas 21, 13 ou 18; Doenças dos cromossomas sexuais. A biópsiadas vilosidades coriónicas é habitualmente realizada às grávidas que se encontrem nas seguintes situações: Na sequência de rastreio combinado do primeiro trimestre têm um risco acrescido de doença cromossómica; Se o risco corrigido pelo rastreio combinado é superior ao esperado para a idade da grávida (risco basal); Se os progenitores são portadores de doença cromossómica que possa afetar o feto de forma homozigótica; Por opção da grávida, desde que informada dos riscos associados Considera-se que existe um risco acrescido de doença cromossómica quando o risco obtido pelo rastreio combinado é superior ou próximo do risco de perda fetal devido à técnica (1:100). Quando é efetuada? Habitualmente, a biópsiadas vilosidades coriónicas é efetuada no 1º trimestre da gravidez , até às 14 semanas de gestação. Não deve ser realizada antes das 11 semanas de gestação pelo risco teórico de amputação dos membros fetais. Pode também ser efetuada depois das 14 semanas , quando o acesso à placenta é fácil e não há condições para a realização de amniocentese (pela idade gestacional ou pela localização da placenta). Quais os riscos? Riscos associados à biópsiadas vilosidades coriónicas: Risco de perda fetal: 1:100; Risco de infeção intra-amniótica: 1:500; Resultado inconclusivo por contaminação com sangue materno: 1:1000. Os conteúdos publicados no Guia de Saúde destinam-se ao público em geral e têm apenas finalidade informativa e educativa. Não substituem a avaliação, diagnóstico ou aconselhamento clínico individual por um profissional de saúde. São produzidos ou revistos por médicos e outros profissionais do Hospital da Luz e baseiam-se no conhecimento disponível à data da sua publicação ou última atualização, indicada no início de cada conteúdo.