10 de maio de 2019 Apesar do cancro anal ser uma doença rara , a sua incidência tem aumentado nas últimas décadas. O cancro anal feminino partilha diversas características biológicas com o cancro cervical (do útero), incluindo uma associação com a infeção pelo papilomavírus humano de alto risco (HPV-AR). Fatores de risco do cancro anal Os fatores de risco para o cancro anal são história de: Relações sexuais anais; Relações sexuais com vários parceiros; Imunossupressão; Neoplasia intraepitelial cervical, vaginal ou perianal; Verrugas genitais; Doenças de transmissão sexual; História de irritação anal crónica (por exemplo, hemorróidas, fissuras e fístulas); Consumo de tabaco. População de risco As mulheres seropositivas para o vírus da imunodeficiência humana (HIV) têm um risco 7 vezes superior de desenvolver cancro anal comparativamente à população feminina em geral. A introdução da terapêutica anti-retroviral combinada aumentou a sobrevida nesta população, mas a incidência do cancro anal não diminuiu. Os doentes transplantados de órgãos sólidos têm também um risco de cancro anal elevado, devido à terapêutica imunossupressora . Como é feito o rastreio do cancro anal O rastreio é feito pelo conjunto dos seguintes métodos: Citologia (realizada anualmente); Exame digital anorretal (DARE); Anuscopia de alta resolução (HRA). Este artigo foi escrito com o apoio dos médicos e outros profissionais clínicos da Rede Hospital da Luz. Os conteúdos publicados no Guia de Saúde destinam-se ao público em geral e têm apenas finalidade informativa e educativa. Não substituem a avaliação, diagnóstico ou aconselhamento clínico individual por um profissional de saúde. São produzidos ou revistos por médicos e outros profissionais do Hospital da Luz e baseiam-se no conhecimento disponível à data da sua publicação ou última atualização, indicada no início de cada conteúdo.