6 de março de 2019 Os adenomas (pólipos adenomatosos) são considerados a lesão precursora primária da maioria dos cancros do cólon e reto. Estima-se que a probabilidade de vir a ter cancro do cólon e reto, ao longo da vida, seja de 1 em 25 nos homens e de 1 em 30 nas mulheres. No entanto, os pólipos podem ser detetados e, eventualmente, removidos através de técnicas endoscópicas. Foi demonstrado que este procedimento reduz a incidência deste cancro. O cancro colorretal está associado à história familiar? Cerca de 75% dos cancros do cólon e reto são esporádicos . Nos restantes 25%, a história familiar sugere um contributo genético, exposições ambientais comuns aos membros da família, ou ambos. Os aspetos mais significativos da história familiar incluem: Existência de vários familiares afetados (sobretudo, se forem familiares em 1º grau); Existência de diagnósticos de cancro em idades jovens (menos de 50 anos). Em cerca de 5% dos casos , o aumento de suscetibilidade é conferido pela presença de mutações em genes predisponentes. Em algumas destas síndromes, ocorre um aumento significativo da predisposição para formar adenomas do cólon, que podem chegar a centenas ou milhares. Em outras síndromes, os adenomas cólicos não são numerosos, mas a probabilidade e rapidez da evolução para cancro é maior. Adicionalmente, mutações nestes genes podem associar-se a um aumento de risco também para outros tumores. Há muitos casos de síndrome de cancro colorretal hereditário? Não. Nos casos raros em que a história pessoal e familiar sugere um síndrome de cancro hereditário do cólon e reto, justifica-se a realização de estudos genéticos (e outros) específicos. Contudo, a maioria dos casos de agregação familiar, não correspondem a síndromes hereditários. Nessas famílias, é provável que fatores de risco genéticos atuem cumulativamente em combinação com fatores não genéticos. A maioria destes fatores não são conhecidos e não podem ser investigados diretamente. Contudo, a avaliação da história familiar permite calcular para cada indivíduo um risco empírico de vir a desenvolver cancro do cólon e reto. Indivíduos com um risco aumentado têm indicação para vigilância colonoscópica mais precoce e/ou mais intensiva, do que a população em geral. Este artigo foi escrito com o apoio dos médicos e outros profissionais clínicos da Rede Hospital da Luz. Os conteúdos publicados no Guia de Saúde destinam-se ao público em geral e têm apenas finalidade informativa e educativa. Não substituem a avaliação, diagnóstico ou aconselhamento clínico individual por um profissional de saúde. São produzidos ou revistos por médicos e outros profissionais do Hospital da Luz e baseiam-se no conhecimento disponível à data da sua publicação ou última atualização, indicada no início de cada conteúdo.