Atualização | 8 de junho de 2022 Autora : Marília Cravo Os fatores de risco associados ao cancro colorretal são: Idade – a incidência aumenta a partir dos 50 anos; História cancro colorretal em familiares 1º grau – pais, irmãos ou filhos; Doença inflamatória intestinal (colite ulcerosa ou doença de Crohn); História pessoal de cancro da mama, útero ou ovário; Excesso de peso, obesidade e tabagismo Qual a importância do rastreio no cancro colorretal? A maioria dos cancros do cólon e reto vêm de lesões precursoras – os pólipos adenomatosos ou serreados, os quais demoram entre 5 a 10 anos a transformarem-se em cancros. Daí que os programas de rastreio tenham por objetivo identificar e remover estes pólipos de forma a evitar o aparecimento dos cancros. Embora os pólipos e cancros colorretais possam não produzir sintomas nos seus estadios iniciais, existem métodos de rastreio simples, capazes de os detetar numa fase precoce. O diagnóstico e a remoção de pólipos colorretais através de colonoscopia, reduzem significativamente o risco de transformação maligna. Por outro lado, o tratamento do cancro colorretal tem uma probabilidade de sucesso mais elevada quando a doença é detetada precocemente. A importância dos exames “de rotina” As pessoas que não apresentem nenhum fator de risco, devem realizar uma pesquisa de sangue oculto nas fezes, a partir dos 45 anos e repetir de 2 em 2 anos. Se esta for positiva, deve ser seguida de colonoscopia. Em alternativa, pode ser realizada a colonoscopia a partir dos 45-50 anos que, se for normal, só deve ser repetida passados 10 anos. Se existir uma história familiar em parentes de primeiro grau, o método recomendado é a colonoscopia a partir nos 40 anos. Em qualquer caso, o teste de rastreio a realizar, a ocasião e periodicidade para o fazer, bem como os benefícios e riscos que lhe estão associados, devem ser discutidos com o médico assistente ou com o gastrenterologista. Nas pessoas com antecedentes familiares de pólipos ou cancro colorretal, considera-se, em regra, que é necessário iniciar o rastreio numa idade mais jovem. Que outras medidas de prevenção devemos adotar face ao cancro colorretal? A dieta é um dos fatores a ter em conta na prevenção da doença. Uma dieta rica em fibras e pobre em gorduras saturadas e carnes vermelhas, poderá reduzir o risco de cancro colorretal. O exercício físico e evitar o excesso de peso bem como o álcool e tabagismo são medidas adicionais que também contribuem para reduzir o risco de cancro do colon e reto. No entanto, uma alimentação cuidada também ajudará a reduzir os riscos de doença cardíaca, doença diverticular do cólon, obstipação, hemorróidas, entre outras. Por isso, prefira sempre um estilo de vida saudável. Conheça a equipa clínica de gastrenterologia da rede Hospital da Luz e faça a marcação da sua consulta Os conteúdos publicados no Guia de Saúde destinam-se ao público em geral e têm apenas finalidade informativa e educativa. Não substituem a avaliação, diagnóstico ou aconselhamento clínico individual por um profissional de saúde. São produzidos ou revistos por médicos e outros profissionais do Hospital da Luz e baseiam-se no conhecimento disponível à data da sua publicação ou última atualização, indicada no início de cada conteúdo.