6 de março de 2019 Autores : Luísa Caldas Lopes e José Campos Lopes Nas últimas décadas, a incidência dos vários tipos de cancro de pele aumentou de forma muito significativa. Atualmente, o cancro de pele é a neoplasia maligna mais frequente na população Europeia. Como e onde se desenvolve o cancro da pele? O cancro da pele deve-se a uma alteração das células da pele e ao seu crescimento descontrolado. A doença pode ocorrer nas zonas do corpo mais expostas: Cabeça; Cara; Braços; Pernas. Mas também em outros locais do corpo, como: Mucosa bucal; Mucosa nasal; Mucosa genital. O local onde aparece a doença está relacionado o com o tipo de cancro da pele. Tipos de cancro da pele Os tipos mais frequentes de cancro de pele são o carcinoma basocelular e o carcinoma espinocelular. Representam, em conjunto, cerca de 90% de todas as neoplasias cutâneas. O melanoma , apesar de menos comum, é o mais grave. Representa cerca de 10% de todos os casos de cancro da pele e é responsável por mais de 2/3 das mortes por cancro de pele, essencialmente, quando diagnosticado tardiamente. Nos últimos 20 anos, a sua incidência aumentou substancialmente, estimando-se que em Portugal ocorram cerca de 1000 novos casos, por ano. A mortalidade global, por melanoma, aos 5 anos, ronda os 15%. O melanoma é mais raro em crianças e adolescentes, mas a sua incidência na população com menos de 20 anos tem aumentado, tal como na população em geral. O melanoma pode parecer um sinal comum da pele. No entanto, pode ter características que o diferenciam desses sinais: Podem ser assimétricos, ou seja, uma metade ser diferente da outra; Podem ter um bordo irregular; A sua cor pode ser heterogénea; Podem ter mais de 0,5 cm de diâmetro; O seu tamanho, cor e forma podem alterar-se. Quais são os fatores de risco para o cancro da pele? Há diversos fatores de risco para o desenvolvimento de cancro da pele, sendo os mais importantes: A exposição solar repetida; As queimaduras solares da pele (que se devem radiação ultravioleta); História familiar de cancro da pele (especialmente em mais do que um familiar direto); A pele clara; A presença de sinais (nevos) comuns em quantidade ou de sinais atípicos. Medidas de prevenção A proteção da exposição à radiação ultravioleta, tanto de origem solar, como de lâmpadas UV ou solários - é uma importante medida de prevenção do desenvolvimento de cancro da pele. Serve, tanto para evitar queimaduras solares, como problemas devidos à exposição repetida. Para proteção da exposição à radiação ultravioleta siga os seguintes conselhos: Não frequente solários; Evite a exposição solar, especialmente entre as 10h00 e as 16h00 nas estações quentes; Aplique um protetor solar nas áreas da pele expostas e repita a aplicação regularmente; Use um chapéu de abas largas, blusas de mangas compridas e calças compridas. Estas medidas são especialmente importantes nas crianças e nas pessoas de pele clara, por serem mais sensíveis. É muito importante não esquecer que as queimaduras solares da pele não são imediatamente aparentes, desenvolvem-se algumas horas após a exposição. Habitualmente a pele fica vermelha, quente e dolorosa ao toque. No casos mais graves, podem formar-se bolhas e inchaço, entre outros sinais e sintomas. Cancro da pele: importância do rastreio e diagnóstico precoces O autoexame e a observação médica de rotina constituem boas oportunidades de rastreio e de diagnóstico precoce. Na sua maioria, os cancros de pele são curáveis, desde que diagnosticados precocemente. O tratamento cirúrgico do carcinoma basocelular e do carcinoma espinocelular é geralmente curativo. Em casos mais avançados, o carcinoma espinocelular pode desenvolver metástases, necessitando de tratamento médico oncológico . Também o melanoma, se tratado cirurgicamente numa fase muito precoce, é habitualmente curável. Em casos avançados, com metástases, o prognóstico pode ser mais reservado. No entanto, atualmente existem varias novas terapêuticas médicas oncológicas que têm demonstrado resultados muitos promissores no tratamento de melanomas em estado avançado. Lembre-se, examine regularmente a sua pele. Caso tenha alguma dúvida ou suspeita, consulte um dermatologista. Conheça a equipa de dermatologia da rede Hospital da Luz Os conteúdos publicados no Guia de Saúde destinam-se ao público em geral e têm apenas finalidade informativa e educativa. Não substituem a avaliação, diagnóstico ou aconselhamento clínico individual por um profissional de saúde. São produzidos ou revistos por médicos e outros profissionais do Hospital da Luz e baseiam-se no conhecimento disponível à data da sua publicação ou última atualização, indicada no início de cada conteúdo.