28 de dezembro, 2023 Autor: Jaime Vilaça O músculo reto abdominal é formado por dois músculos que se localizam ao longo do abdómen , verticalmente, um de cada lado da linha branca (ou linha alba). Têm a forma de uma faixa, estendem-se desde o púbis até à extremidade inferior do esterno e fazem parte da parede muscular abdominal. Estes músculos intervêm em várias ações, por exemplo a sua contração é necessária na flexão do tronco e na expiração forçada. O que é a diástase dos retos abdominais? Na diástase dos retos abdominais há um afastamento e separação destes músculos: Resulta do enfraquecimento da parede muscular abdominal; Este enfraquecimento deve-se habitualmente a um aumento do volume abdominal. A diástase abdominal pode ser total (ao longo de todo o comprimento dos músculos) ou parcial e dar origem à formação de uma saliência (ou elevação) visível na linha média abdominal, mais frequentemente na zona do estômago. Esta saliência pode não estar sempre presente ou ter volumes variáveis, ficando maior / mais visível nas situações em que é necessária força (contração) dos músculos retos abdominais, por exemplo quando passamos da posição deitada para sentada, em que o tronco é fletido. Quem é mais afetado A diástase dos retos abdominais é mais comum: Nas mulheres, durante e depois da gravidez , devido ao crescimento do útero, que aumenta o volume abdominal; Nos homens de meia-idade , em que a acumulação de gordura abdominal é frequente. São fatores de risco para a diástase dos retos abdominais: Gravidezes sucessivas com intervalos de tempo curtos; Gravidezes múltiplas; Bebés muitos pesados; Excesso de peso e obesidade, particularmente com acumulação de gordura abdominal. Há uma forma diferente de diástase abdominal que pode ocorrer nos recém-nascidos prematuros e que está relacionada com o desenvolvimento dos músculos abdominais. Quais os inconvenientes e consequências? A diástase dos retos abdominais é uma causa importante de Flacidez abdominal; Dores nas costas; Pode também ser esteticamente desagradável e aumentar / agravar-se com o passar do tempo. Por isso, está associada frequentemente com uma hérnia umbilical ou da linha branca acima do umbigo. Tratamento da diástase abdominal A diástase abdominal tem tratamento , que deve ser feito de acordo com indicação médica, pois as intervenções necessárias diferem com a gravidade do problema. O tratamento é mais simples e tem maior taxa de sucesso na diástase parcial e quando é realizado precocemente , em que podem ser suficientes exercícios para reforço muscular, por exemplo fisioterapia. Em muitas mulheres, cerca de 2 meses depois do parto, dependendo de avaliação médica, os exercícios de fortalecimento da parede abdominal podem ser muito úteis. Em fase mais avançada, quando as intervenções não invasivas não tiveram sucesso, ou quando a diástase tem hérnias associadas, pode ser tratada por cirurgia . Atualmente são procedimentos minimamente invasivos , pelas suas inúmeras vantagens conhecidas, que, no entanto, não deixam de ser complexos. Nos casos sem hérnia associada, a cirurgia envolve os tecidos subcutâneos. Nos casos com hérnia umbilical é feita uma reconstrução da parede abdominal. No período pós-operatório: É necessário usar uma cinta abdominal própria; Habitualmente a dor é ligeira e bem tolerada; É importante manter uma postura correta, procurar manter a contração abdominal e seguir todas as indicações médicas relativamente ao que se pode ou não fazer. O resultado estético final está associado a um nível de satisfação elevado. Os conteúdos publicados no Guia de Saúde destinam-se ao público em geral e têm apenas finalidade informativa e educativa. Não substituem a avaliação, diagnóstico ou aconselhamento clínico individual por um profissional de saúde. São produzidos ou revistos por médicos e outros profissionais do Hospital da Luz e baseiam-se no conhecimento disponível à data da sua publicação ou última atualização, indicada no início de cada conteúdo.