11 de março de 2019 Autora : Sofia Tello Furtado A DPOC caracteriza-se por queixas respiratórias persistentes e limitação continuada do fluxo de ar nas vias respiratórias. É uma doença comum , que pode ser prevenida e tem tratamento . No entanto, é ainda uma das principais causas de diminuição da qualidade de vida e de mortalidade a nível mundial. Além disso, prevê-se um aumento do impacto da DPOC nas próximas décadas, devido à exposição contínua aos fatores de risco e ao envelhecimento populacional . Quais são os fatores de risco para a DPOC? O tabaco é o principal fator de risco para o aparecimento da DPOC, mas os seguintes fatores também representam um risco associado a esta doença: A poluição; A exposição a gases, poeiras ou produtos químicos poluentes em contexto de uma atividade profissional. Os fatores hereditários , resultantes de uma doença rara (a deficiência de alfa-1 antitripsina), são responsáveis por um reduzido número de casos. Quais são os sintomas da DPOC? Os doentes com DPOC referem queixas respiratórias progressivas , tais como: Pieira; Sensação de aperto torácico; Tosse seca ou com expetoração que é muitas vezes desvalorizada pelo doente que a associa ao tabagismo; Falta de ar e cansaço que levam a uma redução progressiva da atividade física. A redução dá-se primeiro para grandes esforços, como subir escadas ou uma rua inclinada e, posteriormente, para pequenos esforços, tais como, caminhar, tomar banho, falar ou comer. Numa fase mais avançada da doença, podem ocorrer outros sintomas tais como: Ansiedade; Perda de apetite; Emagrecimento. A DPOC pode ter complicações? O diagnóstico da DPOC baseia-se na presença de sintomas em doentes fumadores e doentes com exposição ambiental ou profissional a: Fumo; Gases; Poeiras; Produtos químicos poluentes. Para além disso, também se realiza a confirmação do estreitamento das vias aéreas , através da realização de uma prova de função respiratória , que quantifica a quantidade de ar expirado (espirometria). Há tratamento para a DPOC? O tratamento da DPOC depende das queixas e da gravidade da doença. Posto isto: A cessação tabágica é a melhor forma de evitar a doença, mas também a sua progressão, além de melhorar a qualidade de vida dos doentes; Muitos doentes não necessitam de tratamento diário, fazendo apenas tratamento nos períodos de agravamento da doença. Já os doentes com queixas diárias necessitam de tratamento diário com terapêutica inalatória para diminuir a obstrução e a inflamação das vias aéreas; O sedentarismo, a limitação ao esforço e a falta de ar, devem ser minimizados por programas de reabilitação respiratória; Nos casos em que a doença é mais grave, pode ocorrer a diminuição de oxigénio no sangue, sendo necessária oxigenioterapia no domicílio e na deambulação e/ou a utilização de ventilação não invasiva domiciliária; Todos os doentes com DPOC devem fazer a vacinação anual contra a gripe, bem como, a vacinação antipneumocócica. Como prevenir? Caso apresentem sintomas como tosse com expetoração e dispneia (cansaço), devem consultar um pneumologista para despiste da DPOC os doentes: Com mais de 40 anos; Fumadores; Expostos a fumos ou poeiras que afetem o aparelho respiratório. Assim sendo, as melhores formas de controlar a evolução e os efeitos da doença são: O diagnóstico precoce; O acompanhamento médico adequado; A cessação tabágica; A adaptação dos hábitos diários. Nos hospitais e clínicas da rede Hospital da Luz, pode encontrar médicos pneumologistas especialistas em DPOC e realizar os exames que sejam necessários para a sua situação. Conheça a equipa de pneumologia da rede Hospital da Luz. Os conteúdos publicados no Guia de Saúde destinam-se ao público em geral e têm apenas finalidade informativa e educativa. Não substituem a avaliação, diagnóstico ou aconselhamento clínico individual por um profissional de saúde. São produzidos ou revistos por médicos e outros profissionais do Hospital da Luz e baseiam-se no conhecimento disponível à data da sua publicação ou última atualização, indicada no início de cada conteúdo.