22 de março de 2019 O que é uma endoscopia digestiva alta? A endoscopia digestiva alta (ou esofagogastroduodenoscopia) é um exame que permite analisar O interior do esófago; O interior do estômago; O interior da porção inicial do intestino delgado (duodeno). Como é realizada uma endoscopia digestiva alta? A endoscopia digestiva alta é realizada com a pessoa deitada sobre o lado esquerdo. É introduzido, através da boca, um tubo longo e flexível com cerca de 10 mm de diâmetro, designado endoscópio . Este, possui na sua extremidade, uma câmara de vídeo que irá transmitir imagens ampliadas e de elevada definição para um monitor presente na sala onde o exame é realizado. Desta forma, o médico poderá examinar o interior do esófago, estômago e duodeno , à medida que estes são percorridos pelo endoscópio. O endoscópio possui também, componentes que permitem colher , de forma indolor, fragmentos de tecido ( biópsia ) e tratar diversos tipos de lesões (por exemplo, pólipos e úlceras). A progressão do endoscópio ao longo do esófago, estômago e duodeno pode causar algum incómodo ou mesmo vómitos , embora, em geral, o exame seja bem tolerado. É possível, no entanto, realizar este exame sob anestesia , o que reduz significativamente o desconforto que lhe pode estar associado. A anestesia não implica o internamento da pessoa, que poderá abandonar o local pelo seu pé, pouco depois de terminado o exame. No entanto, caso se opte por realizar o exame sob anestesia, será de toda a conveniência que a pessoa seja acompanhada por alguém que lhe possa prestar o auxílio, eventualmente necessário. Quanto tempo demora a endoscopia digestiva alta? A realização de uma endoscopia digestiva alta demora, em média, menos de 5 minutos. No entanto, pode ser mais demorada, especialmente, se for necessário realizar algum procedimento adicional. Depois de terminado o exame, e caso tenha sido realizado sob anestesia, torna-se necessário aguardar algum tempo até que a recuperação esteja completa. Este período deve ser passado em repouso , num local específico para o efeito. Posteriormente, a pessoa poderá abandonar o hospital. Que limitações tem a endoscopia digestiva alta? A endoscopia digestiva alta é uma técnica que pode falhar lesões e diagnósticos , mesmo com um exame tecnicamente adequado. A radiografia com contraste baritado pode ser considerada um exame alternativo e/ou complementar. Não é, no entanto, tão informativa como a videoendoscopia digestiva alta e não permite a realização de biópsias. Existem efeitos secundários, riscos ou complicações associados à realização de uma endoscopia digestiva alta? Os riscos associados à realização de uma endoscopia digestiva alta são raros , mas existem, tal como acontece com qualquer outro exame em que sejam usados aparelhos ou medicamentos. A incidência destes riscos é variável com os indivíduos, está relacionada com a utilização eventual de medicamentos e com procedimentos adicionais que seja necessário realizar. Entre estes riscos , incluem-se: Infeções; Traumatismos dentários; Complicações devidas a doenças já presentes ou a reações adversas aos medicamentos que sejam administrados. Outras complicações possíveis que podem, em alguns casos, requerer internamento, tratamento cirúrgico e/ou transfusões, incluem: Perfuração (em média 1 caso em cada 10 000); Hemorragia (em média 1 caso em cada 100). Para reduzir o risco de ocorrência de complicações é fundamental que o médico esteja informado sobre: Alergias; Outras doenças presentes; Tratamentos em curso. Nos hospitais e clínicas da rede Hospital da Luz, pode encontrar médicos gastrenterologistas especialistas no diagnóstico e tratamento das doenças digestivas e realizar os exames necessários para a sua situação. Este artigo foi escrito com o apoio dos médicos e outros profissionais clínicos da Rede Hospital da Luz. Os conteúdos publicados no Guia de Saúde destinam-se ao público em geral e têm apenas finalidade informativa e educativa. Não substituem a avaliação, diagnóstico ou aconselhamento clínico individual por um profissional de saúde. São produzidos ou revistos por médicos e outros profissionais do Hospital da Luz e baseiam-se no conhecimento disponível à data da sua publicação ou última atualização, indicada no início de cada conteúdo.