01 de julho de 2022 Autora : Isabel Grilo A fixação aos ligamentos sacroespinhosos é um procedimento cirúrgico que procura recuperar o suporte do útero e da vagina quando estes estão prolapsados. Tanto nas mulheres que têm útero e pretendem preservá-lo, como naquelas que realizaram previamente uma cirurgia para remover o útero e têm cúpula vaginal, nesta cirurgia: É feita uma incisão vaginal; São passados pontos para suspender o útero e a vagina nos ligamentos sacroespinhosos. Estes ligamentos muito fortes garantem um bom suporte pélvico . Os pontos são geralmente permanentes. A fixação do útero e vagina aos ligamentos sacroespinhosos pode ser realizada no mesmo tempo cirúrgico de outros procedimentos que sejam necessários, por exemplo uma histerectomia vaginal, correção da parede vaginal anterior ou correção da parede vaginal posterior. No final da cirurgia é colocado um tampão de compressão na vagina para evitar hemorragias e é mantida a algaliação. Ambos são retirados, em regra, às 24-48 horas depois da cirurgia. Taxa de sucesso A taxa de sucesso desta cirurgia de fixação aos ligamentos sacroespinhosos é elevada, de 80%-90% . Pode ocorrer recorrência do prolapso na área operada ou noutra área da parede vaginal e ser necessária uma nova intervenção cirúrgica. Riscos e complicações da cirurgia de fixação aos ligamentos sacroespinhosos Todas as intervenções cirúrgicas têm potenciais riscos ou complicações , tanto associados à própria cirurgia como à anestesia. Os riscos e complicações mais comuns da fixação aos ligamentos sacroespinhosos são: Dor na região glútea (nádega) nas primeiras semanas após a intervenção (1 em cada 10 mulheres), sendo necessário analgésicos; Sensação de queimadura no reto, que se resolve espontaneamente; Obstipação, que é frequente e exige cuidados alimentares e eventual toma de laxante, de acordo com indicação médica; Dor ou desconforto nas relações sexuais. Recuperação pós-operatória e retorno à vida normal Depois de uma fixação aos ligamentos sacroespinhosos pode ocorrer uma secreção vaginal durante 4-6 semanas após a cirurgia, que está relacionada com a presença de pontos na vagina. Durante 3 meses devem ser evitados esforços , por exemplo: Carregar pesos; Praticar exercício físico. Não devem ser mantidas relações sexuais até que a cicatrização esteja completa , cerca de 6 semanas depois da cirurgia. No reinício das relações sexuais pode ser necessário usar um lubrificante. Deve ser evitada a obstipação e promovido um bom funcionamento intestinal com uma alimentação rica em fibra e aumentando a ingestão de líquidos . Dependendo da atividade profissional, o período de inatividade poderá variar entre 4 e 6 semanas. Fontes International Urogynecologial Association. Sacrospinous fixation / ileococcygeus suspension . Conheça a equipa clínica de ginecologia-obstetrícia da rede Hospital da Luz e faça a marcação da sua consulta . Os conteúdos publicados no Guia de Saúde destinam-se ao público em geral e têm apenas finalidade informativa e educativa. Não substituem a avaliação, diagnóstico ou aconselhamento clínico individual por um profissional de saúde. São produzidos ou revistos por médicos e outros profissionais do Hospital da Luz e baseiam-se no conhecimento disponível à data da sua publicação ou última atualização, indicada no início de cada conteúdo.