15 de março de 2019 Autora : Joana Mapril No entanto, podem prevenir-se através de medidas básicas. A de maior impacto é a lavagem adequada das mãos por parte dos profissionais, dos doentes e das visitas. O que são infeções associadas aos cuidados de saúde? Entende-se por infeção associada aos cuidados de saúde (IACS), a adquirida em contexto da prestação desses cuidados e que dela resulta. Também designada por infeção nosocomial , não estava presente, nem em incubação, no momento da admissão do doente no hospital, manifestando os seus sintomas ao 3º dia de internamento. Considera-se ainda, infeção hospitalar , quando: O doente é admitido com uma infeção, depois de tido alta do hospital até 48 horas; O doente é admitido com uma infeção de ferida cirúrgica; O doente é admitido por infeção de Clostridium difficile , tendo tido alta do hospital. Como e porque surgem essas infeções? As IACS podem surgir de 2 formas: Por transmissão de microrganismos através do ambiente hospitalar ou pela própria flora corporal do doente. Estes microrganismos atravessam as barreiras de defesa do corpo por via respiratória, via cateteres ou outros acessos invasivos, provocando infeções; Por pressão antibiótica, através da seleção de microrganismos mais agressivos, que acabam por causar infeção onde não existia. Como se manifestam as infeções associadas aos cuidados de saúde? As infeções nosocomiais podem atingir vários sistemas orgânicos , dependendo da porta de entrada dos microrganismos. Os sintomas , que não precisam de manifestar-se todos, são iguais aos das infeções adquiridas fora do hospital, ou seja: Dor na área afetada; Rubor; Calor; Mal-estar; Febre. Como se diagnosticam as IACS? Através de um exame objetivo por parte do médico e através de meios complementares de diagnóstico como, análises sanguíneas, raio-X, entre outros. É importante memorizar a data de início e o tipo de sintomas para relatar ao médico durante a consulta. Quais as consequências das infeções hospitalares? As infeções nosocomiais têm sérios custos sociais e económicos , mas acima desses estão: A diminuição da qualidade de vida dos doentes; A morbilidade (taxa de portadores da doença em relação à população total); A mortalidade. Salientam-se ainda como consequências das IACS : O aumento das despesas médicas; O acréscimo do número de dias de internamento; O aumento do consumo de antibióticos; O maior consumo de dispositivos médicos e de meios complementares de diagnóstico. Já a diminuição da produtividade das pessoas doentes , ainda que represente um custo indireto, não deixa de ser notória. Então, como se tratam? Tratam-se com antibióticos ou anti-fúngicos adequados. Mais importante, como se podem prevenir as IACS? Os hospitais devem ter comissões de controlo de infeção hospitalar , cuja principal responsabilidade é a sua prevenção e controlo. As infeções nosocomiais previnem-se através de medidas básicas , sendo a de maior impacto, a lavagem (higienização) adequada das mãos por parte dos profissionais, dos doentes e das visitas. São, também, fatores indispensáveis : Um plano de formação adequado para todos os profissionais; A existência de normas de prevenção e o controlo dos principais tipos de infeção; A responsabilidade dos profissionais no cumprimento dessas normas; Um plano de vigilância dos microrganismos presentes no hospital; O envolvimento das chefias de topo no combate às infeções associadas aos cuidados de saúde. Conheça a equipa de medicina interna da rede Hospital da Luz. Os conteúdos publicados no Guia de Saúde destinam-se ao público em geral e têm apenas finalidade informativa e educativa. Não substituem a avaliação, diagnóstico ou aconselhamento clínico individual por um profissional de saúde. São produzidos ou revistos por médicos e outros profissionais do Hospital da Luz e baseiam-se no conhecimento disponível à data da sua publicação ou última atualização, indicada no início de cada conteúdo.