17 de maio de 2019 Este modelo sobrepõe-se ao cérebro do doente e permite ao cirurgião reconhecer, em cada momento da cirurgia, o ponto exato em que está a trabalhar. Deste modo são evitados erros de localização que podem ter consequências graves em termos de défices neurológicos para o doente. A neuronavegação permite ainda uma melhor definição: Das vias de abordagem cirúrgica; Dos limites de remoção das lesões tumorais; Também guia o cirurgião até ao ponto exato onde deve fazer uma biópsia ou colocar um elétrodo cerebral profundo. A neuronavegação tradicional tem algumas limitações . Uma delas é a designada “brain shift” ou desvio cerebral que ocorre durante a cirurgia. Sempre que há manipulação do cérebro, a localização das suas estruturas pode modificar-se. Assim, mesmo que essa alteração de localização seja apenas de alguns milímetros, corre-se o risco da orientação estar a ser feita por um mapa que já não está atualizado. Para ultrapassar este problema, foram desenvolvidos sistemas que permitem refazer o modelo tridimensional (ou seja, o mapa do neurocirurgião), tantas vezes quanto necessário durante a intervenção. Por outro lado, este sistema permite, através das novas imagens captadas continuamente na sala operatória pela TAC, controlar: O grau de remoção das lesões; Eficácia do procedimento cirúrgico. Este artigo foi escrito com o apoio dos médicos e outros profissionais clínicos da Rede Hospital da Luz. Os conteúdos publicados no Guia de Saúde destinam-se ao público em geral e têm apenas finalidade informativa e educativa. Não substituem a avaliação, diagnóstico ou aconselhamento clínico individual por um profissional de saúde. São produzidos ou revistos por médicos e outros profissionais do Hospital da Luz e baseiam-se no conhecimento disponível à data da sua publicação ou última atualização, indicada no início de cada conteúdo.